A Epopeia de Gilgamesh é o primeiro cordel do Volume 02 da coleção Obras Primas em Cordel

23 mar 2017

A Epopeia de Gilgamesh é o primeiro cordel do Volume 02 da coleção Obras Primas em Cordel, adaptado pelo poeta Stélio Torquato Lima e ilustrado pelo multi artista Cayman Moreira. Para compor esse poema, Stélio torquato compôs 72 estrofes de sete versos setilábicos, rimando o segundo com o quarto e o sétimo versos, tendo uma rima parelha no quinto e sexto versos.

Nessa segunda caixa que completa a coleção Obras Primas em Cordel, são mais dez adaptações de clássicos da literatura universal, começando com essa Epopeia de Gilgamesh e terminando com Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assís. Dessa forma, a caixa 01 e 02, totalizam 20 folhetos.

A Epopeia de Gilgamesh (ou Épico de Gilgamesh) é um antigo poema épico da Mesopotâmia (atual Iraque), uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial. Recebeu originalmente o título de Aquele que viu a Profundeza (Sha naqba īmuru) ou Aquele que se eleva sobre todos os outros Reis (Shūtur eli sharrī).

Gilgamesh provavelmente foi um monarca do fim do segundo período dinástico inicial da Suméria (por volta do século XXVII a.C.). Seu registro mais completo provém de uma tábua de argila escrita em língua acádia do século VIII a.C. A primeira tradução moderna foi realizada na década de 1860 pelo estudioso inglês George Smith.

Acredita-se que a origem da Epopeia de Gilgamesh sejam diversas lendas e poemas sumérios sobre o mitológico deus-herói Gilgamesh, que foram reunidos e compilados no século VII a.C. por Assurbanipal, que foi o último rei da Assíria e que viveu entre 690 a.C. e 627 a.C.

Leia agora os versos inicias do poema de Stélio Torquato e para ler toda a obra faça seu pedido pelo E-mail cordelariaflordaserra@gmail.com ou pelo WhatsApp (085) 9 99569091.

“Quero que todos conheçam
Aquele que tudo viu,
Conheceu todos os mares
E que um saber transmitiu
Mais antigo que o Dilúvio,
Pois, em divinal eflúvio,
Os mistérios descobriu.”

É assim que se inicia
Epopeia magistral
Que trata de Gilgamesh,
O rei sábio universal,
O qual teve ações brilhantes
Quase três mil anos antes
De Jesus, rei eternal.

Uma nota sobre a obra
Julgo aqui ser necessária:
Muitos defendem que ela
É a produção literária
Mais antiga já escrita.
Conto essa história bonita,
U’a Saga extraordinária.

Na antiga Mesopotâmia,
Existia uma cidade.
De quem vivia em Uruk,
Nome da localidade,
Gilgamesh era o rei,
Desde já informarei,
Por um apreço à verdade.

Seu pai era Lugalbanda,
Um rei de grande fortuna.
Já a sua genitora
Seria a deusa Ninsuna.
Era, assim, um semideus,
Informo aos leitores meus,
Pois julgo a hora oportuna.

Sua filiação divina
Fomentava a intolerância.
Pois entre ele e o povo
Acentuava a distância.
O povo, assim, lamentava,
Pois o rei os governava,
Às vezes, com arrogância.

De Uruk, Gilgamesh
Era o grande protetor.
Das muralhas da cidade
Fora ele o construtor.
Seus súditos o louvavam,
Porém, não mais suportavam
Tanta soberba e terror.

Era bem frequente o rei
Atuar de forma espúria.
Um exemplo era ceder
À desmedida luxúria,
Levando pra sua cama
Donzela ou casada dama,
Pondo todo o povo em fúria.

Com as suas leis injustas,
Distantes da compaixão,
Gilgamesh despertava
Temor na população.
Por isso seu povo orava
E aos deuses implorava
Por uma resolução.

Os deuses, atenção dando
Ao rogo do ser humano,
Buscaram uma solução
Para aquele agir tirano.
Então, eles meditaram.
Dias depois, apresentaram
Um definitivo plano.

Aruru, a deusa-mãe,
Foi, pelos deuses, chamada.
A ela, grande tarefa
Por eles foi confiada:
“Crie um poderoso ente
Que Gilgamesh enfrente
Em batalha prolongada.

Pedidos pelo Email cordelariaflordaserra@gmail.com

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Prof. Stélio Torquato Lima e o filho Davi

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