A essencialidade da figura paterna

10 out 2017

Historicamente, a figura paterna sempre representou um apoio imprescindível aos filhos, à esposa, e à família como um todo; a figura paterna, ao longo da história da humanidade, sempre simbolizou fortaleza, confiança, amparo; o rochedo necessário.

Ainda que vivamos em sociedades modernas, liberais, avançadas, dotadas das mais novas tecnologias, a ciência comprova que independentemente de todos esses avanços e conquistas, a representação da figura paterna é essencial para o desenvolvimento moral, social, emocional e psicológico da criança.

Ainda de acordo com estudos científicos, a figura paterna representa a autoridade, a lei, os limites que disciplinam a criança, que impõe autoridade sem autoritarismo. É a presença do pai que ajuda a criança a separar-se da ligação primária com a mãe para explorar e descobrir novas relações, tornando-se mais autônoma e independente.

Paternidade é um conceito que vem do latim paternĭtas e que diz respeito à condição de ser pai. Isto significa que o homem que tenha tido um filho acede à paternidade. É importante destacar que a paternidade transcende o biológico. Porque ser pai vai além de gerar um filho. Adentra no universo do amor, do cuidado, da proteção, dos ensinamentos, das renúncias.

O primeiro pensamento de quem deseja ser pai é o amor incondicional, a doação total, o desprendimento, a renúncia. É se por sempre em segundo plano. Ser capaz de dá a vida pelo filho. Esse sim,é o verdadeiro significado da palavra pai. Ser pai é ser amigo, companheiro, confidente, cúmplice, parceiro, mas também é ser firme, enérgico, exigente. Saber dizer não, falar a verdade sempre; é apresentar Deus e seus caminhos ao filho. desde muito cedo. Isso é ser verdadeiramente Pai.

Em sendo assim, pai não é apenas o biológico, mas o que cria, cuida e ama, como São José, o Pai adotivo de Jesus: José rompe, ou melhor, Deus faz romper, a consciência humana da paternidade de Jesus (Lc 2,49), portanto, sua conduta e atitudes devem ser direcionadas pela revelação de Deus (Mt 1,13.19s), pois essa nova realidade divina supera em todos os aspectos os direitos legais de paternidade (Lv 19,3a; Prov 1,8).

Francisca Vânia Rocha

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