A FLOR QUE FENECEU

30 jul 2015

flores

Qual arribaçã
Em uma tarde de verão
Em pleno janeiro (1990)
Viajaste para o além
Deixando todos perplexos
Faltavam tão somente 13 dias
Preferiste debutar no além
E eu, contemplando um “triste”
Pôr do sol em Madrid
Da janela do meu quarto
Na Casa do Brasil
Esvaziava meu depósito lacrimal.
Minha sobrinha-afilhada- filha primogênita
Esperaste que eu partisse
Em busca de melhores dias
E viajaste sem um adeus
Para que eu não sofresse tanto.
Ilusão treda!
Quase sucumbi de dor e de saudade.
Mas me encorajaste
A concluir minha missão
E regressar à pátria que nos viu nascer.
Que triste regresso sem ti.
Mas há sempre luz .
E encontrei a linda Daiane
Com três meses de nascida
Para preencher o vazio de tua ausência.
A vida continua.
Daiane, aos 24 anos,
Conclui a faculdade
Para a alegria de Petrúcio
Que nos deixou em 1997
Entregando-me a missão
De sua filha educar.

João Pessoa, 22 de janeiro de 2015

Marinalva Freire

Comentários