A VALORIZACÃO DA MULHER NA ATUALIDADE

16 mar 2015

Marinalva Freire da Silva

Antigamente, o papel da mulher era basicamente o de geradora de filhos. Para tanto, tinha de desprender-se do papel de esposa e exercer função de cuidadora dos filhos e do lar. Hoje, a sociedade exige da mulher vários papéis. Dessa maneira, cuidar da casa deixou de ser o único afazer de quem, hoje, necessita dividir o tempo entre ser mãe e ser profissional. Todas as atividades, entretanto, necessitam ser desenvolvidas com esmero, embora, praticamente, seja pouco reconhecida por quem está à sua volta, os filhos, principalmente.

A mulher sobrecarrega-se de trabalho, tem de driblar para conciliar a tarefa de ser mãe, esposa, dona do lar, com o trabalho extramuro. Mas ela tem a capacidade de executar várias atividades simultaneamente, sem esquecer o horário da escola e dos deveres escolares dos filhos, de acompanhar a educação dos mesmos.

Nesse sentido,

As mulheres transmitem a sabedoria da maternidade de geração a geração. Nenhuma mãe está completamente sozinha. Cada mulher possui o conhecimento coletivo de uma legião de mulheres que foram mães antes dela. Isso não lhes facilita o trabalho… mas o torna possível. (Robert D. Ramsey in mãe maravilhosa. 201 mensagens.)

Hoje ser mãe não é apenas ser geradora, protetora, carinhosa, amorosa, entre outras características que envolvem este papel de mulher na atualidade, é também trabalhar fora, mas sem se esquecer de seus afazeres maternais; é acordar cedo, chamar o filho, dá banho, arrumá-lo, fazer questão que todos estejam à mesa para tomar café, fazer seu lanche e levá-lo à escola. Perguntar para a professora como está seu comportamento em sala de aula, é preocupar-se se está indo bem e se está aprendendo algo valioso. É reconhecer quando está errando na educação do filho e procurar ajuda para tentar consertar. É ir trabalhar, mas ligar para a escola e saber se ele ainda deu febre, entre outros inúmeros exemplos que poderia citar e mesmo assim não acharia todos.

Ser mulher na atualidade não é somente dar a luz, é criar. Ter o dom de criar alguém não é dado a qualquer mulher, mas o dom de ser mãe é uma dádiva. Assim:

Ser mulher na atualidade não tem hora para começar e parar no exercício de tal função, é não ter noção de quanto é bom repetir para o filho que o ama, é perder as estribeiras quando alguém o machuca, é dizer milhões de vezes que ele é o filho mais lindo que existe no mundo e virar uma fera quando alguém fala mal dele. É trocar experiências com outras mães, é nunca se cansar de falar do filho, É compadecer-se da dor de outras mães, é defender o filho de tudo e de todos, é protegê-lo de todo e qualquer perigo e ficar acordada altas horas da madrugada esperando-o voltar das baladas É ligar para saber onde ele está e se está bem, é se preocupar se comeu bem, se dormiu bem, enfim, ser mulher na atualidade é ser fundamental na vida de todos.(In: CANATANHEDE,Luana Karla Noronha. A mulher na atualidade. Artigo. WIDIPÉDIA, a enciclopédia livre).

Na atualidade, nós, mulheres, somos definidas como donas do próprio nariz, o que siginifica dizer Multitarefada. Essa palavra pode definir muitas mulheres na atualidade. Elas trabalham fora, exercem cargos de importância, são empreendedoras e fazem a diferença. Entretanto, para poderem realizar tudo isso, no entanto, elas tiveram e ainda têm que lutar, mostrando competência e criatividade. Usando sua capacidade de trabalho, inovação e talento, mostram que não ficam para trás no que diz respeito a liderar e levar com sucesso suas profissões e negócios.

Na concepção de Sílvia Letícia Carrijo de Avezedo Sá:

Sonhamos com filhos, casa e marido. Algumas estão tendo filhos de forma independente, como se existisse filho independente teve que ter um pai, mesmo que o pai nunca aparece. Precisou dele, mas não admite. Coitada não sabe a escolha que está fazendo! Mal para ela, para a criança e para a sociedade que terá que aquentar um adulto como este. Sem o referencial de pai. Essa é uma escolha comum nas mulheres atuais, serem independentes em tudo. Tem seus próprios carros, compram suas próprias jóias e dão conta de se manterem lindas, jovens e, na velhice, descobrem que esta escolha não foi a melhor.
Na faculdade elas estão em maioria, mas não estão tão diferentes quando os homens eram maioria, bebem muito, fumam iguais ou mais em determinados momentos de pressão. Brigam como se não fossem mulheres, falam auto e competem o tempo todo para provar que são capazes.

A mulher moderna trabalha tanto quanto a antiga, só não temos mais paciência para aguentar marido trair e ficar de cabeça baixa. Não suportamos mais apanharmos e ficarmos caladas como se isso fizesse parte da nossa vida. Podemos comprar nossas jóias sem usar a que ele achou bonitas. Passamos o nosso batom para nos mostrar bonita. Compramos nosso carro para podermos deslocar tranquilas e não somente quando eles quiserem nos levar, e se não tivermos carros, vamos de táxi de ônibus e mototáxi, mas ficar em casa chorando por não ter quem nos leve, já era.

A mulher moderna só precisa aprender algo, não precisamos ganhar o mundo, ele já foi conquistado. Não precisamos ficar igualando ao homem para mostrar nada, ganhe seu espaço de forma feminina, doce. Não precisa beber tanto para mostrar que pode, você pode, mas não deve. Não combina mulher falando bobagem por estar bêbada, se exibindo sensualmente após uns goles.

A família não acabou, precisamos voltar a sonhar com a nossa, não é coisa da nossa avó, é para hoje também. Podemos ter família, emprego, sonhos e sermos felizes. Não precisa se dar de forma barata para conquistar. Você consegue, talvez de forma mais lenta, porém mais honrosa. Limpa e digna de louvor familiar.

As mulheres guerreiras deste Brasil e mundo, parabéns pelas conquistas. Vamos caminhando para que possamos ter em breve uma família unida, sem brigas por espaço e que possamos viver as diferenças de forma cômica, divertida e com um olhar feminino de volta. Não precisamos rasgar o sutiã para conquistar, precisamos ter um coração de mulher e a força da leoa. Avante guerreiras sem armas (Letícia carrijo de Azevedo Sá.Letíciacarrijo@oi.com.br).

“As mulheres na atualidade são sinônimo de grande força”. Quanto à sexualidade feminina na velhice, Sêneca nos presenteia com uma excelente lição:

Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres.

Constantes são as mudanças que ocorrem ao longo do tempo da vida humana, podemos considerar fundamentais para a construção das bases sobre as quais as relações e comportamentos são estabelecidos, a constituição dos papéis sociais e o modo como esses fatores têm influenciado e marcado homens e mulheres ao redor do mundo, em específico as mulheres na atualidade. As mesmas que hoje têm o poder de votar, de trabalhar fora, de jogar futebol, de ter liberdade de expressar-se, vestir-se, conquistar um espaço seu, são as mesmas que em outras épocas ficavam relegadas a cuidar da casa, da família, de serem submissas e dependentes, cumpriam seu papel social específico daquela época. A mulher foi sendo construída e constituída de todos os valores que antes só eram permitidos ao sexo masculino. A imagem que se tinha da mulher quando atingia a velhice, era a da vovó cuidando de seus netinhos, fazendo tricô etc.

Hoje em dia, as mulheres podem considerar-se “donas do seu próprio nariz”, adquiriram direitos pelos quais vieram lutando por longos anos. Celebram suas conquistas e o apogeu de sua maturidade, ao se tornarem independentes financeira, emocional, social e por que não dizer sexualmente. Diante de tantas transformações, algumas questões vão sendo elaboradas a respeito de como essas mudanças ocorreram, a forma como elas transformaram os papéis sociais da mulher, especificamente no âmbito da sexualidade.

A inserção da mulher na cultura onde está introduzida, seu relacionamento com a sociedade onde atua e quais são os fatores que exercem influencia em seu comportamento emocional e psicológico, principalmente em sua vida afetiva na fase adulta tardia.

Acreditamos ser imprescindível pensar a sexualidade feminina como sendo algo que faz parte da construção do ser, algo fundamental na constituição plena da mulher em todas as fases de sua vida e que mantém com tal importância na velhice.

Por conta das inquietações que atravessam o cotidiano do sujeito sexual nos dias atuais, faz-se mister compreender as marcas da contemporaneidade que permeiam os modos de se viver a sexualidade na velhice hoje. Tendo essa compreensão, poderemos educar e tratar melhor as pessoas que procuram nossos conhecimentos.

Atualmente, as mulheres estão conquistando novos espaços na sociedade, provando estar muito à frente de seu tempo. Mas antes, a realidade das mulheres era bem diferente, elas serviam apenas para cuidar da casa, dos filhos e do marido. Não podiam trabalhar fora, muitas não tinham estudo e ainda dependiam do marido para tudo. Hoje em dia, esse quadro mudou. Existem inúmeras mulheres que são chefes de família, conseguem cuidar da casa, dos filhos e ainda trabalhar fora.

Infelizmente, muitas pessoas ainda não reconhecem o valor dessas mulheres e as consideram frágeis e incapazes de sobreviver sem o auxílio de um homem. Mesmo com esse pensamento machista que ainda está presente na nossa sociedade, as mulheres vêm conseguindo provar o contrário, além de serem boas mães, donas de casa e esposas podem ter uma vida profissional de sucesso, podendo inclusive realizar serviços mais pesados que antes só poderiam ser feitos por homens, como frentistas, mecânicas, chefes militares e muitas outras atividades em diversos campos.

No ramo político, durante grande parte da História do Brasil, as mulheres não tinham direito ao voto nem a se candidatar a cargos políticos. Mas, em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, elas conquistaram o direito de votar e se candidatar. A partir de então, as mulheres tiveram várias conquistas ao longo da História, como em outubro de 2010, quando Dilma Rousseff venceu as eleições presidenciais, tornando-se a primeira mulher presidente da República no Brasil, provando a todos que a mulher deixou de ser dona de casa para dominar o mundo.

(Mulheres na atualidade. TrabalhosFeitos.com. Retirado 11, 2013, de http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Mulheres-Na-Atualidade/43226575.html).

Na Paraíba, temos a Desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, a primeira Presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, atividade que desenvolve com muita comptência e ética.

Percebemos que, embora a mulher tenha conquistado seu espaço social e cultural, ainda hoje a nossa sociedade cultiva o estereótipo de que a mulher velha é alguém excluído e vinculado ao padrão tradicional.

Observamos que na cultura atual, a sexualidade feminina está sendo reformulada a todo instante, e a mulher, depois dos 60 anos, já não é mais como há 60 anos, ela é atual, deixando de ser a vovozinha. Agora, essa mulher que deixou de relegar seu papel sexual, escondendo-se por vezes atrás de outros papéis sociais, como na criação de netos e filhos, ou mesmo na entrega aos cuidados do parceiro e de seu lar, vai à procura do próprio prazer, realização pessoal e emocional. Ela se dá conta de que o sexo exerce um papel fundamental na manutenção da vida, fisiologicamente, mantém o coração, suas entranhas, corpo e mente funcionando plenamente, e o mais importante de tudo é que ela percebe que melhor que uma boa prática sexual é a conexão emocional que ela cria. O sexo se torna muito melhor quando existe uma emoção igualmente profunda.

Assim, fica evidente que a causa da baixa participação feminina nos espaços políticos, na gerência de grandes corporações, entre os grandes cientistas e grandes artistas, é socialmente construída e não faz parte da natureza da mulher.

Todas as categorias sociais discriminadas, de tanto ouvirem que são inferiores, passam a acreditar em sua própria “inferioridade”. É comum encontrarmos negros, pobres e mulheres crendo que, de fato, são menos capazes.

Alcançar a realização profissional, ampliar conhecimentos através de um crescimento na vida acadêmica, administrar o tempo entre estudo, trabalho, família e filhos são os desafios enfrentados pelas mulheres na atualidade. Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostra que o período entre 2000 e 2010 foi muito positivo para o sexo feminino no tocante ao mercado de trabalho. Houve um crescimento da participação das mulheres na população que trabalha e produz renda, número quase sete vezes maior que o dos homens. Em 2000, o percentual de brasileiras que trabalhavam era 35,4% e, em 2010, passou para 43,9%.

Esse crescimento é resultado também da busca de conhecimento por parte das mulheres, que possuem um grau de instrução mais alto que os homens. Entre as mulheres com 25 anos de idade ou mais que trabalham, 50,1% têm ensino médio ou superior completo, enquanto 61,3% dos trabalhadores homens são sem instrução ou terminaram apenas o ensino fundamental.

Nessa linha de raciocínio, Patricia Morais, gerente nacional de vendas da Artline, comenta:

Alcançar o reconhecimento profissional é um grande desafio para as mulheres, exige de nós muito esforço, dedicação e estudo. Buscar conhecimento através de graduações, pós-graduações, MBA ou mesmo leitura de livros é o que nos auxilia a entender a nossa profissão e nos aperfeiçoarmos. Temos como um aliado nessa questão o estudo a distância EAD, onde até durante pausas como a licença maternidade podemos continuar investindo em nossa carreira. Precisamos a cada dia provar o nosso valor mostrando que temos competência para desenvolver atividades desafiadoras no trabalho da mesma forma que um homem, e ainda cuidarmos de esposo e filhos, não pararmos de estudar e tudo isso ainda com maquiagem, cabelo impecável e salto alto.

Segundo dados do “International Business Report 2013”, da consultoria Grant Thornton, no Brasil, as mulheres ocupam 23% da alta gestão e a proporção de mulheres ocupando cargos de CEO aumentou consideravelmente entre 2012 e 2013 de 3% para 14% nas mais variadas áreas de atuação. A liderança em alguns segmentos como construção civil e indústrias é geralmente ocupada por homens, mas existem exceções, como na indústria de móveis para escritório Artline, que possui em seu quadro várias mulheres em cargos de liderança e gerência, inclusive em áreas tidas como masculinas como a logística.

“Liderar um grupo formado por homens nos exige uma postura diferenciada, comunicação clara, respeito, objetividade, equilíbrio e bom humor. Conhecer cada membro da equipe para saber o caminho ideal para extrair os melhores resultados de cada profissional é o nosso desafio diário”, destaca Susane Almeida, supervisora de logística da Artline:

Para tanto, o local de trabalho precisa promover o desenvolvimento e a realização da profissional. Pelo menos é o que comenta destaca Julyenne Santana, gestora de Lojas Artline.

As mulheres precisam buscar a atividade profissional que as realize e não seja apenas uma obrigação ou fardo. Precisamos ainda buscar a felicidade e o bem-estar em nossos postos de trabalho, executar nossas atividades em um ambiente confortável, ergonômico e com a nossa cara torna o dia mais produtivo e os resultados alcançados ainda mais especiais.

Lamentavelmente, desde a Idade Média, a mulher é vítima de violência. Vejamos o que falou a pesquisadora mexicana Maria Luisa Tarrés, em um congresso sobre IV Seminário Trabalho e Gênero, se não me equivoco, em 2006:

A mulher em tempos de violência

Assim como o Brasil, o México vive tempos de crise na segurança pública, em que o Estado disputa espaço com o crime organizado e quem sofre são os cidadãos, ou melhor, as cidadãs. Quem levantou essa polêmica foi a pesquisadora mexicana Maria Luisa Tarrés, convidada do IV Seminário Trabalho e Gênero. Para ela, a violência praticada no cotidiano, sobretudo dos grandes centros urbanos, faz que a sociedade assuma uma postura conservadora nos costumes, eleja governos autoritários e, assim, interfira nos direitos das mulheres.
“Com o aumento da violência no combate ao tráfico de drogas, o crescimento do desemprego e do trabalho informal, pessoas se guardam em suas casas, retroagem para se defender, e as mulheres são as primeiras que sofrem. Elas se recolhem à vida privada e, assim, não há mais movimentos de mulheres. No México, o feminismo se desmanchou no ar”, discursou Tarrés. Em seu pronunciamento, ela reforçou que tem sido difícil falar de gênero em seu país, sobretudo no que diz respeito aos marcos legais e ao desenvolvimento de políticas sociais para a mulher.
Os debates sobre a descriminalização do aborto, por exemplo, nos últimos anos, foram paralisados ou até mesmo encerrados de vez. “Em 17 estados da Federação foi aprovada a punição para mulheres que interrompem a gravidez”, denunciou. No caso das políticas sociais, Tarrés relata que, até 2006, houve avanços na criação de instituições transversais, foram identificados entre os grupos de direitos humanos interesses comuns e traçadas políticas públicas para a cidadania. Tempos depois, as leis aprovadas não foram regulamentadas e os espaços específicos de cuidado e atenção à mulher tiveram seus recursos limitados ou foram até mesmo sucateados. “As instituições que aceitaram desenvolver políticas na perspectiva de gênero perderam seus incentivos. Atualmente estão sobrecarregadas de trabalho, cuidando da excessiva quantidade de mulheres violentadas”[…]
Diante do exposto, Tarrés disse ter preocupação com a autonomia das mulheres no México e também no restante da América Latina. Segundo ela, a realidade mexicana ainda convive com alta mortalidade materna, violência doméstica e pouca inserção das mulheres na vida pública.

Que dizer do Brasil? Há inclusive uma lei que protege a mulher da violência doméstica e/ou masculina, recebe o nome de Lei Maria da Penha, em homenagem a uma vítima de agressões que, atualmente, está paraplégica e vive sobre cadeira de rodas, lutando pelo fim da brutalidade contra a mulher. Nesse sentido, vejamos o que nos diz Souza e Pereira sobre esta Lei:

A Lei 11.340/2006, mais conhecida e popularizada como Lei Maria da Penha, traz mudanças que se fizeram sentir em toda a sociedade brasileira, quase impossível não saber o que é ou como funciona tal lei, mesmo que seja de modo superficial, podemos dizer que mudou as regras do jogo patriarcal, arcaico e tradicional em que o homem sentia-se dono e senhor de sua esposa, educação passada não só de pai para filho, mas de mãe submissa que ensinava sua filha a ser uma dona de casa e esposa exemplar, submetendo-se, muitas vezes, a traições e agressões físicas e morais.
A violência doméstica passa a ter caráter de crime, na atualidade, a partir do advento da Lei Maria da Penha, que surge como resposta a anos de luta incessante na busca de uma norma capaz de combater e punir esta prática tão comum no meio social.
A violência Doméstica e familiar é um problema de proporções universais que age de forma silenciosa e dissimulada atingindo milhares de mulheres, violentadas todos os dias em seus próprios lares, por companheiros ou parentes.
Não obstante o surgimento da Lei Maria da Penha, a violência doméstica e familiar não teve a redução almejada, os índices ainda são alarmantes e preocupantes. A violência perpetrada contra a mulher tem uma possível explicação na existência de uma cultura patriarcal, machista e sexista. Porém se é uma cultura e toda cultura é uma construção, a violência poderá ser desconstruída.

Apesar de tanta violência, não devemos recuar, temos o dever de cidadã de denunciar, lutar pelos nossos direitos, firmes, com a esperança de que o homem violento um dia entenderá que ele é fruto de uma mulher, e que o diálogo é a maior arma pela busca da paz, da harmonia, da felicidade entre os seres humanos. E que o amor não comporta violência, que amar é sair de si para fazer alguém feliz, mesmo que nos custe o preço de uma separação, pois ninguém é dono de ninguém, tampouco ninguém é obrigado a permanecer juntos sem condição hamoniosa. Amor também significa renunciar para permitir que o outro reconstrua sua vida, amar é lutar por um mundo melhor.

Acho oportuno concluir minha fala com a bela mensagem do Papa Francisco, cuja missão na Terra é levar os cristãos a se conscientizarem de que o mundo necessita de paz para que tenhamos uma melhor qualidade de vida e desfrutemos da felicidade plena, pois o homem nasceu para amar e ser feliz. E só o amor transforma o mundo porque modifica o coração do homem:

Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens; não chores pelo que está morto; luta pelo que nasceu em ti. Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer. Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente. Não chores pelo teu sofrimento, luta por tua felicidade. Com as coisas que vão nos acontecendo, vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas segue adiante.

Jorge Mario Bergoglio, Papa Francisco.

Comentários