Acho muito difícil a militância votar em Veneziano e Daniella para senadores, diz vereador do PT

12 jul 2018

O vereador Marcos Henriques (PT) explicou o impasse entre seu partido e o PSB. Apesar do governador Ricardo Coutinho (PSB) ter estado na linha de frente contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e defendido a manutenção do Estado Democrático de Direito, atualmente o PT se sente pouco confortável com as alianças feitas pelos socialistas em torno da pré-candidatura de João Azevêdo para governador.

“Nosso plano central é a candidatura de Lula. Nós não vamos vetar chapa A ou B. Não se trata disso. O governador tem total autonomia para formar a chapa que ele quer, mas nós não somos obrigados em votar em qualquer pessoa”, afirmou o petista.

O maior problema é seleção de personalidades e partidos “golpistas” para a chapa socialista. “Eu não me sinto à vontade de votar em candidatos ao Senado que apoiaram e votaram no processo de impeachment. Acredito que a militância também não. No entanto, nós temos um projeto de país, e Ricardo tem uma importância extrema”, refletiu.

Marcos Henriques ainda pontuou que a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman vem à Paraíba, nesta quarta (12), para tentar sanar o impasse entre estes partidos.

“Ela vem à Paraíba, mas logicamente que a militância já disse ao companheiro Ricardo Coutinho que hoje temos a definição de um eleitorado que se recusa a votar em pessoas que possibilitaram essa crise profunda no país. Isso passa pela escolha dos candidatos a senador e vice. Eu não creio que nessa política de alianças se ponha um vice que foi partícipe dessa política desastrosa no nosso país. Eu acho que essas mensagens são importantes para Ricardo. Eu não me vejo concebendo votar em uma candidata como Daniella Ribeiro, que segue o partido Progressistas, que foi um dos partidos responsáveis por isso que acontece no nosso país. Tanto Veneziano, quanto Daniella, acho muito difícil que a militância vote neles”, disse.

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