Cássio arma o bote, Ricardo é exposto

13 abr 2013

Cássio arma o bote, Ricardo é exposto a humilhação e o gado fica sendo tangido de um lado pra outro

Nunca vi um governador ser tão humilhado por seus correligionários como Ricardo Coutinho está sendo. A caneta é dele, todos comem o pirão que ele mexe, mas só tem olhos pra Cássio.

É Ricardo quem está no seu sagrado e constitucional direito de disputar a reeleição, mas em toda roda chapa branca que eu chego 10 em cada 10 vertem até lágrimas quando falam na candidatura de Cássio pra governador.

Relegado ao “se Cássio não puder vai tú mesmo”, o governador é o portador da chave do tesouro, mas tem que se contentar em ser o estepe do seu próprio grupo.

Convenhamos que isso é humilhante para uma liderança que não lidera por carisma, mas apenas uma conveniência circunstancial. Sendo Ricardo o governador era para tet todos amarrados ao projeto de reeleição,  inclusive com blindagem para a previsível estocada de Cássio.

Há quem diga que o advogado Marcelo Weick está no aquecimento na boca do túnel e que mais uma  vez fomentado por RC usará os instrumentos à disposição para fazer lembrar ao senador que sua ficha é suja.

Cada vez mais crescem os rumores e as evidências de que Cássio e seu grupo se preparam para comer o filé,  roer o osso e, de barriga cheia, arranjar uma desculpa pra cuspir no prato que comeram e se lambusaram.

O problema para essa turma da gangorra lá e lou é  que, apesar de humilhado publicamente, Ricardo tem tido uma chance ímpar de mapear o seu gado, separando quem é seu e quem tá só emprestado pastando.

Cá pra nós,  essa jogada de Cássio será a maior chantagem do mundo e poderá lhe garantir duas vagas na majoritária de RC, uma delas para o irmão Ronaldo ou para o primo Romero,  e a campanha do filho Pedro 0800 para deputado federal.

No que se refere ao gado rústico que tem se deixado mapear, terá direito a ração, cota de água para não desidratar, mas jamais a selo de inspeção por contaminação por aftosa; poderá ser vendido a baixo preço nos abatedouros clandestinos, mas chamais chegará as prateleiras de um supermercado.

Vida de gado, povo marcado, povo feliz.

Do Blog do Dércio

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