Comida envenenada

3 jan 2014

As pessoas nos dias atuais procuram cada vez mais hábitos saudáveis de alimentação, para prolongarem suas vidas com maior vitalidade e atingir uma velhice sem tanto desconforto ou com a saúde debilitada. Isso é uma atitude importante, pois praticamente toda a comida a qual nos alimentos hoje em dia está “envenenada”.

Isso é um fato simples de observamos: atualmente, a população mundial é gigantesca, a esmagadora maioria convive com a correria do dia-a-dia ocasionada pela cultura capitalista e consumista a que somos alvo. A cidade está engolindo o campo a passos largos, e a tendência é que a produção alimentar vá tendo os seus espaços reprimidos por esse aumento. Mas, é preciso alimentar essas inúmeras bocas que não podem parar para produzirem seus próprios alimentos.

Quando falo comida envenenada no título não estou aqui mencionando uma comida que foi alvo de um complô para eliminar alguém através do uso de venenos ocasionais para tal feito. Os “venenos” aqui são os hormônios de crescimento e os agrotóxicos, que não deixam de ser substâncias letais, a curto ou a longo prazo.

No caso dos que consomem carne, por exemplo, aves, peixes, bovinos etc., hormônios são utilizados para acelerarem o crescimento e desenvolvimento desses animais, o que faz com que esse produto, o hormônio, seja consumido por quem compra e ingere essa carne e seus derivados.

Os que se dizem vegetarianos também não estão isentos dessa comida envenenada, pois no caso dos vegetais, os agrotóxicos estão sendo utilizados cada vez mais nas lavouras, tanto para combaterem as pragas quanto para melhorarem o aspecto do produto. Além disso, ainda contamos com as modificações genéticas de animais e plantas em laboratório, o que também ocasiona um repasse dessa modificação ao nosso DNA.

Comerciantes, criadores e agricultores em sua maioria, não se preocupam com o bem estar contido numa alimentação saudável, pois eles visam primeiramente a produção em massa e o lucro que irão obter com essa aceleração de processo de produção.

O resultado disso aliado ao crescente hábito de fumar, beber e usar entorpecentes é o número crescente cada vez mais de doenças relacionadas ao coração, cérebro, metabolismo e ao males que se ocupam de todos os outros órgãos do corpo humano.

Se olharmos para trás, em épocas passadas, as pessoas se “alimentavam melhor”, principalmente as da zona rural, e nem mesmo o consumo de álcool ou tabaco eram suficientes para debilitar as pessoas. O ar limpo do campo e o consumo saudável dos alimentos faziam com que muitas delas atingissem os 100 anos de idade ainda com forças suficiente para mexer no roçado ou continuar suas vidas, sem as dores atuais, sem os desconfortos ou a dependência de medicação.

É preciso rever alguns conceitos sobre alimentação e procurarmos imitar nossos antecessores.

Alisson Oliveira
ahalisson@gmail.com

Comentários