Constatação de irregularidades, CRM ameaça interditar o Hospital Regional em Sousa

22 fev 2017

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Medicina (CRM) verificou uma série de irregularidades em várias áreas. Entre os problemas detectados estão falta de equipamentos na UTI e área vermelha, ausência de escala dos médicos, problemas nas instalações de energia elétrica, falta de água e improvisação no Materno Infantil, que funciona temporariamente no local.

“Nós fomos convocados por meio de uma denúncia que chegou ao Conselho afirmando que estava faltando medicamento e que o hospital estava risco de atendimento à população. Como é um hospital distrital, que atende mais de 20 municípios e cerca de 200 mil pessoas, nós fizemos a fiscalização e constatamos que o grande problema não é só a falta de medicação. Existem vários outros problemas que precisam ser sanados com uma certa urgência”, explicou o diretor de fiscalização do CRM, João Alberto, em entrevista à rádio Líder FM.

Os problemas verificados no local serão abordados em um relatório que será entregue ao Ministério Público. Os problemas devem ser resolvidos em até 30 dias, sob risco de interdição.

“Exitem algumas áreas muito críticas. Na sala vermelha está faltando equipamento, na Unidade de Terapia Intensiva falta equipamento e uma coordenação, o que é obrigatório por lei. Precisamos de um controle maior na parte de medicamentos”, pontuou.

Sobre a denúncia relativa a uma possível deficiência no número de médicos que atuam na unidade hospitalar, o diretor de fiscalização explicou que não teve acesso a escala médica e que a situação será apurada apenas quando for entregue o documento.

Ainda segundo João Alberto, o Hospital Materno Infantil funciona com “uma improvisação muito grande”. Conforme o diretor, os partos estão sendo realizados no município, porém de forma muito improvisada.

Sobre uma possível interdição do Regional de Sousa, João Alberto afirmou que o risco de interdição sempre existe quando as deficiências da unidade hospitalar prejudicam o trabalho do médico e principalmente possam trazer riscos à população.

“Agora, nesse momento, as situações podem ser resolvidas com uma certa rapidez, mas se não forem resolvidas é que nós vamos tomar as providências”, arrematou.

REPORTERPB com MaisPB

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