Deus ou gênio da lâmpada?

8 set 2014

Parece invencionice, o descabimento com que algumas pessoas ousam tocar no nome sagrado de Deus em vão, todo dia, toda hora. Quando coloco Deus como eixo principal por ser minha/sua/nossa crença/descrença ocidental, não estou isolando dos outros deuses e da crença/descrença das outras pessoas, seja nesse hemisfério ou no outro, seja Buda, Quetzacoatl, Brahma, Poseidon etc.

Muitas pessoas têm o seu deus não como uma entidade superior, pelo menos não no entendimento consciente da causa. Por exemplo, algumas pessoas formulam um deus a sua imagem e/ou semelhança, ou seja, o deus que se adéque a inquietude dela, o deus que a atenda e que só cobre aquilo que a pessoa pode cumprir ou pagar.

Mas existe ainda uma classe que se arrasta por esta face da terra: a das pessoas que têm Deus como uma espécie de “gênio da lâmpada mágica”. Um deus que esteja disponível vinte e quatro horas para a enxurrada de pedidos que esses indivíduos proferem noite e dia, dia e noite.

Esse pessoal pratica o peditório eterno, onde tudo que vai fazer, realizar, interagir e solicitar tem que ter o nome de um ser superior no meio.

A oração é coisa séria, é um dos momentos mais importantes dentre as pessoas que comungam de alguma crença em um plano acima deste o qual vivemos, mesmo assim, muitos ainda transformam este espaço sagrado em um lugar de pedidos infinitos, dos mais humildes aos mais nefastos, dos mais fáceis aos impossíveis, dos inocentes aos mais sádicos.

Portanto, se você crê em uma entidade superior, não a fique aborrecendo com sua lista infinita de pedidos, pois você acredita em um deus, ou em um gênio da lâmpada mágica?

Alisson Oliveira

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