É lei: adoção de crianças com deficiência terá prioridade

13 fev 2014

Sérgio Botêlho

Ao encontrar a deputada federal Nilda Gondim, do PMDB da Paraíba, nesta quarta-feira, 12, nos corredores do Congresso, a parlamentar ainda comemorava a sanção presidencial ao seu projeto, que beneficia a adoção de crianças e adolescentes com deficiência ou doença crônica.

Com efeito, semana passada a presidente Dilma Rousseff apôs sua assinatura ao projeto da deputada paraibana, devidamente aprovado pelo Congresso Nacional, e com isso o documento virou a Lei 12.955, sendo publicada na edição da quinta-feira, 06, do Diário Oficial da União.

O que pretendeu Nilda Gondim, e, alcançou, é muito pouco, mas, significa muito: passam a ter prioridade de tramitação os processos de adoção no qual o adotando for criança ou adolescente com deficiência ou com doença crônica.

Num país de imensas dificuldades no campo da burocracia – aliás, como reclamou mesmo esta semana a ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao retomar seus trabalhos no Senado – o projeto da deputada peemedebista contribui enormemente para a superação desse tipo de barreira.

E a contribuição é dada em duas áreas extremamente sensíveis: de um lado, a das crianças abandonadas, que anseiam por um lar; do outro, a de uma parcela dessas crianças, a daquelas que sofrem de alguma deficiência ou doença crônica, que padecem duplamente.

Agora, Nilda Gondim parte para uma nova fase envolvendo o seu projeto vitorioso, que é o da realização de uma ampla campanha em favor das adoções, o que pressupõe a divulgação da própria Lei, ainda desconhecida do grande público.

Quero crer que a nova investida da deputada Nilda Gondim deve encontrar ouvidos igualmente sensíveis, mobilizando vontades empoleiradas na burocracia vigente. Essa campanha é do tipo a mobilizar iniciativas públicas e privadas, em seu melhor proveito.

Enfim, ressaltar que a ideia não frutificaria a não ser numa mente que tem registrado, com destaque, as adversidades vividas na luta diária que envolve os vários tipos de sofrimento humano, como é o caso da mãe e autoridade pública Nilda Gondim, a partir de Campina Grande, cidade onde vive, e onde criou os filhos. Isto, num país tão cheio de disparidades sociais e comportamentais, como é o nosso.

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