Em Recife, lançamento do livro ‘No Califado de Cordoba’

16 maio 2018

“No Califado de Córdoba” é o nome do novo romance do escritor Melchíades Montenegro (Editora Nova Presença, 2018) que será lançado nesta sexta-feira, 18 de maio, a partir das 17h, na Sede da União Brasileira de Escritores-UBE na Rua Santana, nº 202, Casa Forte, em Recife (PE).
O romance se passa em torno da Plaza del Potro, localizada na cidade de Córdoba, município da província homônima, na comunidade autônoma da Andaluzia, na Espanha. A praça possui uma fonte de um lado, que foi construída em 1577. No meio a escultura de um cavalo jovem, que dá nome a mesma. No entorno se encontra a Posada Del Potro, onde parte da trama acontece e os 53 personagens desfilam acontecimentos invisíveis.
Políticos, padres, judeus, turistas, crianças, mulheres, um vendedor, a dona de um mercado, além de muçulmanos, soldados, ateus, islamitas, estagiários, jornalistas e outros tantos personagens se misturam a narrativa do “Califado de Córdoba”, que causa maior estímulo ao leitor para entender e querer chegar ao final do romance. Inventivo e bastante criativo o autor traz à tona questões importantes do mundo contemporâneo, como o terrorismo e o homofilismo, e também mostra questões sobre a guerra, religião, moral, amor, sexo e homossexualismo.
“A curiosidade do autor leva-o a pesquisar os universos existenciais de judeus, cristãos e muçulmanos, para produzir uma ficção ancorada no real e no imaginário das três religiões e civilizações abraâmicas. Quanto à sua tenacidade, consiste na decisão de publicar um romance que provocará reações apaixonadas por motivos que o leitor descobrirá ao final deste livro impactante, surpreendente e até mesmo… bombástico!”, explicou Caesa Sobreira, professor de antropologia titular da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que escreve o prefácio da obra.
Melchíades Montenegro se posiciona como um espectador dos fatos e narra tudo em diálogos de terceira pessoa. São ao todo 12 capítulos que chamou atenção de Gustavo Krause que escreveu a apresentação da obra, remetendo ao estilo impecável da escrita do autor.
O Califado de Córdova (929/1031), que se escreve “V” em espanhol e pronuncia-se com “B” foi a forma de governo islâmico que dominou a maior parte da Península Ibérica e do Norte de África com capital em Córdova. O Califado sucedeu ao Emirado Independente instaurado por Abderramão I em 756. O título de califa foi reclamado por Abderramão III a 16 de janeiro de 929, que já era reconhecido como emir de Córdova. Todos os califas de Córdova foram membros da dinastia omíada, a mesma que detinha o título de emir de Córdova e governava praticamente o mesmo território desde 736.
“Califa”, por sua vez, em árabe, significa o sucessor ou representante, o chefe do Estado em Califado, e na religião é considerado sucessor do profeta Maomé, na qualidade de guia ou líder temporal e espiritual da comunidade islâmica. Tradicionalmente, no Ocidente, tem sido considerado que um califa tem o mesmo status que um imperador. O Califado de Córdova foi à época de máximo esplendor político, cultural e comercial de Alandalus. O Califado perdurou oficialmente até 1031, ano em que foi abolido, após um período de revoltas, fragmentando-se em múltiplos reinos conhecidos como Taifas.

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