HISTÓRIA E AMOR

24 jul 2018

Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 26/09/2011

         No ano de 1971 fui à cidade de Pombal, juntamente com os membros do Teatro de Amadores de Sousa (TAS) a fim de participar de um festival de teatro, que teve como palco o Colégio Estadual daquele complexo demográfico.

         Ainda não conhecia aquela cidade. Lá chegando senti o clima de festa e alegria do povo. No teatro, nas dependências do Colégio, nas proximidades da festa o povo cantava uma música chamada “Maringá”. Achei muito bonita, atraente e sentimental.

         Retornei a Sousa com a música na imaginação, mas não tive como me aprofundar sobre a sua origem. O tempo passou, dúvidas e concentrações marcaram o meu desejo com essa canção.

         Somente agora, nos últimos dias recebi um e-mail do jornalista amigo, Clemildo Brunet falando dos momentos principais dessa linda história, como também da solenidade de lançamento do livro “A Saga da cabocla Maringá”, no dia 30 do corrente mês de setembro, às 17:00 horas, na Câmara Municipal de Pombal.

         O escritor Jerdivan Nóbrega de Araújo teve inspiração de intelectual, pesquisador, de um líder histórico e principalmente uma inspiração divina para levar às páginas da História, essa grandiosidade de fatos tão importantes, que nunca poderão ser esquecidos.

         Essa retirante que todos falam com amor, foi de grande importância para a terra pombalense, e por isso deve ser homenageada a cada instante, independentemente da raça, cor, vínculo social. De uma coisa todos nós sabemos, era uma beldade encantadora e com certeza bonita por dentro e por fora.

         Uma mulher sofredora e esse tema tem que ser levantado com coragem. Quando apareceu numa leva, já mostrava os seus ares de sofrimento, mas não mudou a beleza, tanto é que, segundo a história da época, prendeu o sentimento de paixão de um dos homens mais poderosos da Paraíba, em todos os tempos, como narram os primeiros historiadores.

         Desejo ver em Pombal, se é que ainda não existe, um Memorial em homenagem a “Maringá”, e monumentos com o seu nome para a perpetuação na História.

         Quero ler o livro de Jerdivan para comprovar essa história comovente de amor, sofrimento, de paixão, e de elevação ao nome da “Terra de Ruy Carneiro”.

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