LEMBRANÇAS DE MADRE ROSA

26 jul 2018

Escreveu: Francisco Alves Cardoso

         Irmã Palmira Pereira Diniz, esse é o nome de uma das figuras mais importantes da existência do Seminário Nossa Senhora da Assunção de Cajazeiras. É conhecida pelo título religioso de Madre Rosa.

         No livro “Os Garotos de Ouro”, de minha autoria, publicado em 2005, por ocasião do cinquentenário de inauguração do Seminário, falo dessa figura histórica da religião católica, em Cajazeiras.

         Madre Rosa foi uma das peças mais polêmicas do Seminário.  Administrava a cozinha, um dos setores que exigia mão forte. E ela tinha todos os poderes delegados pelo Reitor, Padre Luiz Gualberto.

         Demorei a encontrá-la. Madre Rosa mora atualmente em João Pessoa, e foi de lá que ela mandou a carta para mim, inserida no livro “Os Garotos de Ouro”, inclusive com uma fotografia para lembrança de todos os fundadores.

          Eis na íntegra a carta da Madre: “Saudações: ao receber sua carta, estranhei, pois não o identifiquei entre os seminaristas daquela época. Então me lembrei da Revista do Aniversário dos 40 anos do nosso Seminário, que tem a relação dos Seminaristas do ano de 1955, e encontrei o seu nome. Peço desculpa, pois se eu o encontrar não irei reconhecê-lo. Demos graças ao Nosso Bom Jesus, por esta grande data do aniversário dos 50 anos da fundação do nosso querido Seminário, de que tive a honra de participar e, ainda mais, dei-lhe com muita alegria, um pouco de minha vida durante quatro anos. Gostei muito do trabalho e do convívio com os sacerdotes, professores, seminaristas e nossos auxiliares de trabalho. Fiquei sensibilizada ao lembrar-me daquele tempo. Agradeço a você. Obrigada, em Jesus Cristo”.

         Na verdade, Madre Rosa terá o seu nome lembrado eternamente na história do Seminário Nossa Senhora da Assunção, principalmente porque usava a mão forte para manter a ordem, a disciplina e a economia do velho Seminário.

         Tudo o que ela fez foi em benefício de todos nós seminaristas da época.

 

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