MÃE MARIA

14 maio 2018

ESCREVEU: FRANCISCO ALVES CARDOSO – 13/05/2018

Desde o começo da minha vida jornalística, advogado, apaixonado pela história de Luiz Gonzaga, o homem que sou, quase nada falei sobre a minha mãe.

Chegou a hora! Maria Alves Pereira, nascida no Sítio Lagoa Redonda, município de Sousa-PB, casada com Severino Cardoso de Araújo, mulher corajosa, trabalhadora e otimista.

Desde os meus primeiros anos ela queria que eu estudasse, escolheu a minha primeira professora – Hilda Roque de Araújo, residente no nosso sítio e cuidava muito bem do nosso sítio.

Minha mãe era forte, corajosa e muito religiosa. Todo ano fazia os festejos do mês mariano, trinta dias dos atos religiosos e no último dia fazia bolo para todos os participantes com café e suco de frutas da terra.

Acompanhou todo o meu tempo de estudante. No dia da minha formatura, ela acompanhou todos os meus passos, desde as primeiras horas do dia até a grande solenidade de formatura na Igreja Matriz de Nossa dos Remédios, em Sousa, celebrada pelo meu grande herói Padre João Cartaxo Rolim, de saudosa e inesquecível memória.

Ela foi tudo na minha vida: mãe, irmã, orientadora, conselheira, rainha e fiscalizadora dos meus passos.

Já perto da sua morte, ela deitada na sua rede me chamou ao seu quarto e disse: “Meu filho, sente aqui nessa cadeira”, que estava perto da sua rede. Disse a seguinte frase: “Meu filho estou perto de morrer e tenho muita pena de você, pois você vai sofrer muito depois da minha morte”. Aí eu respondi a ela: “Não se preocupe não, minha mãe, pois eu sei me virar”. Aí ela disse bem forte: “Sabe não meu filho”.

Depois da morte dela eu senti que a razão estava com a mamãe. O filho não sabe se virar sem a mamãe querida.

Ainda hoje não sei viver sem a minha mãe Maria. Faltam os concelhos, os carões, os beijos, os abraços, os pedidos, os carinhos que só ela sabe fazer.

Por isso, presto essa homenagem a ela, bem sentimental. Talvez a última de todos: um beijo, um abraço, o carinho da rainha e o cheiro que só ela sabe dar.

Eh! Maria Alves Pereira, a idade já me chama; o tempo já diz a verdade; por isso, nesse Dia Das Mães, peço a sua benção, o seu carinho e os concelhos profundos de mãe.

Ainda morro de saudades. À uma hora e dez minutos dessa segunda-feira termino de escrever essa saudosa crônica, pedindo a sua benção e o amore eterno.

Me abrace, me acaricie e me beije.

E me der muito carão.

Para eu não errar mais na vida

e nem forçar o coração.

Mas a saudade vai me matar

Com lágrimas de emoção.

 

Comentários