MORRE O TÉCNICO

6 dez 2017

Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 06/12/2017

Pontualmente, às 14 horas da tarde de hoje, quando iniciava os trabalhos no site do Caldeirão Político, recebi a triste notícia da morte de um dos maiores amigos que tive em minha vida, o Francisco Lopes, conhecido como “F. Lunguinho” e também por “Chico de Joel”, da minha querida cidade de Sousa (PB). Morreu aos 75 anos de idade. Era natural de Sousa, onde nasceu no ano de 1942.

Gozei de uma grande amizade com esse cidadão trabalhador, honesto e, às vezes, folclórico.

Aos 21 anos de idade tornou-se locutor, na época das difusoras. Portanto, era um ídolo do povo da minha terra, era o homem mais humilde que conheci em toda minha vida. Morreu sem deixar inimigo algum.

Ao tomar conhecimento da morte do velho Chico de Joel, senti-me na profundeza dos males do final da vida, pois sei que não vejo mais o “Técnico”, como ele gostava de ser chamado.

Desportista de primeira grandeza, humilde como nenhuma outra pessoa na Terra. Nas festas religiosas, principalmente a de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira do município sousense, a do Bom Jesus Aparecido, de Nossa Senhora de Santana, Chico estava lá, com a sua difusora, transmitindo gratuitamente todas as movimentações religiosas e sociais desses eventos.

Onde existisse um time de futebol, de chuteira ou pés no chão, lá estava Chico, com a sua força de vontade e o carinho que tinha para com os desportistas ou qualquer outra movimentação na querida cidade de Sousa.

Eu afirmo com muita força de vontade, que não conheci homem mais humilde que Chico de Joel. Quando alguém lhe criticava, ele ria à vontade, e se tornava ainda mais amigo. Aliás, Chico morreu sem deixar nenhum inimigo.

Foi um grande colaborador da movimentação teatral de Sousa, especificamente do TAS – Teatro de Amadores de Sousa. Fazia questão de colocar seu serviço de som nas ruas divulgando as apresentações do nosso grupo.

O futebol amador tinha Chico como rei, dia e noite nas ruas, fazendo a divulgação do nosso esporte menor, onde ele mesmo era o locutor.

Foi, inquestionavelmente, um dos pioneiros da radiofonia paraibana. Todas as ruas, colégios, palanques, procissões, em todos, ele estava presente. Se lhe pagassem, tudo bem. Se não, ele fazia tudo do mesmo jeito, com o mesmo entusiasmo, com a mesma boa vontade de todos os dias.

O baixinho era servidor, amava Sousa como ninguém, sorridente dia e noite, conhecia todo mundo das “Terras de Bento Freire”.

Quero nesse momento de tristeza transmitir aos familiares de Chico de Joel votos de profundo pesar, pela morte desse ícone, que jamais deverá ser esquecido pelo nosso povo.

Vá, Chico de Joel. Suba aos Céus e rogue por todos nós diante do Mestre dos mestres, do Deus dos deuses.

O abraço final do seu eterno amigo Francisco Alves Cardoso.

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