Mulher em foco: 08 de março

8 mar 2017

Para que tenhamos noção da importância do papel social da mulher, não somente nos dias atuais, mas ao longo da história da humanidade, foi instituído o Dia Internacional da Mulher como sendo o dia 08 de março, para que relembremos as lutas femininas por melhores condições de vida, de trabalho, de direito ao voto e de direitos iguais, sem distinção de gênero. Dois grandes movimentos feministas devem ser ressaltados nessas lutas: o movimento socialista, que lutava por igualdade de direitos econômicos, sociais e trabalhistas, e o movimento sufragista, que lutava por igualdade de direitos políticos.

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século XX, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 1930, ao conquistar o direito ao voto, em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas.

Diante do exposto, fica claro que foi preciso muito suor e sangue para que nós, mulheres, pudéssemos exercer plenamente nossa cidadania. E tudo isso sem que perdêssemos a nossa essência: a sensibilidade. Somos sensíveis sem necessariamente sermos frágeis. Ao contrário, somos fortes, corajosas, obstinadas e persistentes.

Contudo, o ser mulher não se encerra apenas na função social, já que acumulamos outras importantes funções, como a de ser esposa, mãe e profissional. E na nossa realização de ser mulher, há ainda outros parâmetros, dos quais, quase nunca esquecemos, como os cuidados com a beleza, com o bem estar, com a paz interior e o amor.

Quando falamos sobre a mulher, sob o ponto de vista bíblico, temos que falar em Maria, a discípula de Jesus, que viveu a experiência de ser mulher na perspectiva do maior revolucionário de todos os tempos: Cristo. Uma experiência comunitária libertadora e igualitária, instituída por seu Filho, na qual a mulher não é alienada, passiva e submissa, mas uma cidadã que vive plenamente os seus direitos e deveres de cidadania. Experiência comunitária porque Maria não foi a única discípula de Cristo. Temos Marta e sua irmã Maria, bem como Maria Madalena, a primeira a ser mandada a evangelizar, ou seja, a primeira a anunciar a Ressurreição; a primeira mulher a serviço de Jesus Cristo.

Desse modo, fica nítido porque realmente merecemos um dia em nossa homenagem. Parabéns a todas as mulheres, principalmente as que sofrem por preconceito, por opressão familiar, por violência física ou psicológica, e as que têm o coração chagado pela falta de amor e de reconhecimento do seu valor de mãe, esposa ou profissional.

Maria é para a mulher uma nova perspectiva de crer, de falar, de esperança e caminhos. Ela não é apresentada como estilo de mulher alienada, passiva e submissa, mas alguém que foi plenamente mulher de seu tempo, integrada na esperança e na luta de seu povo, participando com o melhor de sua força no projeto histórico do Reino de Deus.

Vânia Rocha

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