Mulheres unidas, uni-vos!

28 set 2018

Mulheres unidas, uni-vos!

De tanto serem ultrajadas, humilhadas e diminuídas em relação aos homens, as mulheres se conscientizaram de que são elas próprias que devem lutar e conquistar o direito inalienável e sagrado de serem iguais aos homens. E aí, elas se uniram e estão à caça de quem abrir a boca, desqualificando-as e diminuindo-as nesse legítimo direito. Altivamente gritam: Basta! Repudiando e rechaçando qualquer violência, seja por ação, seja por palavra ou por qualquer simbologia.

Já se foi o tempo, quando, por motivos econômicos e políticos, mulheres aceitavam piamente homens preconceituosos e radicalmente machistas fazê-las submissas ao jugo opressor do preconceito. Incompreensível ainda encontrar mulher que é indiferente a esses repudiáveis tratos; sobretudo quando, verbal e ostensivamente, partem de quem esteja exercendo ou a exercer funções públicas e de serviço à sociedade. Revolta-nos rever filme em que a alemã judia, vítima de preconceito racial, candidata à câmera de gás ou a um tiro na nuca, chame Adolfo Hitler de “o nosso führer”. Somente o masoquismo explicaria isso: a vítima beijar o chicote que a chicoteia. Outra explicação: a ideologia e a religião têm muita força… É por isso que, em períodos eleitorais, dirigentes eclesiásticos são procurados ou se oferecem a certos candidatos, firmando pacto, à guisa de orientação espiritual, para pregarem aos seus “fiéis” o “voto cabresteado”; o que as ovelhas deveriam não aceitar, pois igreja não é curral, tampouco eleitoral.

Às mulheres era negado o direito de votar, somente os homens votavam. Mas, depois de muita luta, em 1932, elas conquistaram tal direito que, em 1946, tornou-se obrigatório. Em eleições convocadas por Getúlio Vargas, elegeu-se a primeira mulher como deputada federal: a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz. Assim continuou, até se ter a primeira mulher como Presidente da República. Liberdade é coisa divina, sagrada. Nesse sentido, as mulheres unidas, na rua, continuam conquistando respeito, direitos e a liberdade de saber votar.

Damião Ramos Cavalcanti
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