Mundo prístino

9 jul 2018

Oh! Mundo velho! O tempo passa no girar da terra, no fogo das queimadas silenciando a sabiá e na súplica infinita das matas que tombam sob o insano gritar das serras elétricas. Oh! Mundo arcaico, que caminha no balanço das águas do mar, com Katrinas e tsunamis a desenhar avisos apocalípticos!

Oh! Mundo antigo, que voa no céu de lua e estrelas, de condores, de amores, violões e vilões. Oh! Mundo avoengo, cuja velhice não consegue ensinar ao homem a fala e o agir da simplicidade. Oh! Mundo antiquado, que mesmo de céus com raios que rasgam a escuridão e com a ira dos trovões não conseguem dizimar os usurpadores da paz cósmica. Parece-nos que o ser humano não tem ideia de quantas guerras, quantos guerreiros, sonhos e esperanças tombarão ainda diante de tiranos, predadores de um tempo vil, que cansou de fazer a história chorar pelo sangue de jovens libertários.

Passa o tempo e a poeira da insolência ainda se põe de pé na estrada da Humanidade. É como se houvesse uma sensação pairando no ar, desenhando a roda grande andando dentro da menor; anunciando um tempo em que o mal já fora visto pelos corredores dos templos, travestido de benfeitor; tempo em que a “decadência” e a “prescrição”, no mundo jurídico, tem rosto de impunidade, de um declínio que paulatina e equivocadamente vem colocando em risco a estabilidade de toda a humana.

Mas, é preciso ter fé e não deixar nunca o pavor nos dominar. Se cada um de nós, uma vez ao dia, por um minuto, parasse em reflexão e olhando para o céu, suplicasse a Deus, por paz e se comprometesse a praticar a solidariedade, então, teríamos um novo mundo!

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