O Flanêur de Lá nas Marinheiras e outras crônicas.

26 abr 2013

Ler as crônicas do livro “Lá nas Marinheiras e outras crônicas” (2012) é viajar pela história de Quixeramobim, do ceará. Viajar pelo olhar de Bruno Paulino…. é uma leitura agradável, de volta no tempo, o leitor mergulha em suas histórias que se identificam com as histórias do leitor, lembranças boas, saudosas. Tudo mostra que Bruno, é menino observador, que colhe do cotidiano as pérolas para suas crônicas. O autor, precisar ser flanêur para colher essas pérolas  É isso que Bruno faz. É preciso ter TEMPO para O OUTRO.

O que Bruno fez quando fomos conhecer Quixeramobim? Teve TEMPO para conversar conosco. Bruno nos deu o seu TEMPO para nos ouvir. Lá nas Marinheiras é fruto desse TEMPO que autor reserva para identificar as pérolas que povoam seu universo, seu cotidiano. Elas estão ali, a espera de quem está a espreita, para colhê-las. E ele, escolhe justamente O TÉDIO como disfarce para, sabiamente, identificar e colher cada uma delas. Em Lá nas Marinheiras, gostei de me encontrar com Graciliano, Suassuna, Drummond, Fausto Nilo, Padre Cícero… gostei de estar Lá nas Marinheiras pelo olhar de um jovem que, de tão jovem, conseguiu perceber as riquezas do cotidiano, da vida.

Edna Freitas, é Mestre em literatura pela Unb.

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