O jeito de ser feliz

24 abr 2013

O cronista Rubem Braga, que perseguia borboletas pelas ruas do Rio de Janeiro, disse que todo mundo de repente tem um sonho de simplicidade. Simplicidade essa coisinha que rima com felicidade. Eu acabo de ter, parafraseando Manuel Bandeira um “alumbramento” de simplicidade. E hoje estou assim, porque de manhã vi uma borboleta amarela na cortina da janela do meu quarto. Seria uma tataraneta das borboletas do Rubem Braga?

Bom dia começa com alegria, com um sorriso bonito. Madre Teresa de Calcutá que sabia das coisas, afirmava que “toda vez que você sorri para alguém, é uma ação de amor, um presente a essa pessoa, uma coisa linda’’. Hoje eu não estou querendo muito pra ser feliz, não quero muito para ter um sorriso no rosto. Só quero um pedaço de azul, um pedaço de sol, um pedaço de maio, das flores bonitas de maio. Só quero assobiar uma melodia que contamine todo mundo de alegria como aquela “bandinha” que passa na canção do Chico Buarque.

Quero andar com um bem querer manso e amarrado nos olhos, que é pra nunca mais desaprender o jeito de ser feliz. Ser feliz é simples, ser infeliz é que da trabalho. E, tudo no fim das contas depende da intensidade que a coisa tem. Da importância que você dá. Do quanto seu coração se entrega na busca pela felicidade, mesmo que seja, a felicidade, distribuída em pequenas gotinhas, que ilumina os dias. Vou dedicar mais tempo para observar as borboletas.

Bruno paulino é graduado em Letras pela Uece, e autor do livro “Lá nas Marinheiras e outras crônicas”

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