O MENINO DA MATA

3 abr 2017

Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 03/04/2017

Um dia nasceu na mata uma criança sadia, sem choro e sem dor. Os pais muito pobres batizaram com o nome de “Menino da Mata”.

Iniciou os primeiros passos na roça com o pai, enfrentando o sol causticante, a fome feroz, os gritos da vegetação, a dor discriminatória e os ranços do destino de pobreza.

Logo cedo pensou nos estudos, criou asas da coragem, viu o tempo chegar com o mundo de braços largos, a força misteriosa e os passos mais avançados.

Andando levemente, viu caminhos espinhosos e conheceu o bloco que o fortalecia.

Certo dia a criança misteriosa já era maior, com boa determinação, voou mata adentro e na volta mostrou garra para enfrentar os monstros que vomitam ódio quando sentem a vitória de um pobre.

Esses derrotados pela inércia e pela preguiça lutaram fortemente para eliminar o menino invejado, já feito homem e não conseguiram, porque a suprema corte do Deus maior colocou seu poderoso exército na defesa do seu filho, que nunca foi encontrado pelas balas do ódio e da perseguição.

De onde veio tanta força? Ninguém sabe, ninguém viu! Só sabemos que os monstros das crateras sujas com o veneno armazenado pelos vermes perseguidores e brutais não conseguiram derrotar o jovem da mata escura.

Não se pode duvidar da existência da fortaleza do Ser Soberano. Mas, para ganhar o apoio desse Deus, é preciso desenvolver amor para com o próximo, saber perdoar, não discriminar o irmão, não ostentar ódio, alimentar aos famintos e nunca ser odiento a quem quer que seja.

O “Menino da Mata” venceu todos os seres nocivos à sociedade, e viveu o tempo que o Senhor dos senhores lhe emprestou. Certo dia deu adeus e partiu para o lugar chamado fim, sem deixar inimigo algum.

O “Menino da Mata” nunca exaltou as suas inúmeras vitórias na Terra, nunca levou um tiro, porque os projéteis não lhe perfuravam. A mão de Deus estava sempre ao seu lado, defendendo-lhe do ódio e da perseguição desumana.

A inveja é o maior de todos os males. Cria dentro do corpo humano os vermes apodrecidos que se alimentam dos demônios do chamado inferno vivo.

Lembrem-se que a mão do Rei dos reis é a dona do poder. Hoje, onde morar, o “Menino da Mata” está olhando para nós, promovendo festas, defendendo os humildes e necessitados, rindo pelas grandes vitórias e colocando suas mãos divinas na defesa dos inocentes.

O “Menino da Mata” está entre nós, rindo, amando, cantando, defendendo os humilhados, perdoando a todos que lhe perseguiram.

Esse menino, sinônimo de coragem, de amor, de alegria e respeito por nós, detém tantas vitórias no cotidiano.

Vamos acompanhar seus passos, suas estradas vitoriosas e belas, pois quem anda por elas é feliz e tem as bênçãos do reino celestial.

Ele vive na mata e nas ruas, nos templos e no campo, nas águas e no seco, nas letras e nos cânticos, nas bancas administrativas e nos campos floridos, nas festas e na defesa, dormindo e acordado, cantando e chorando, retirando o orgulho dos falsos.

O “Menino da Mata” vive no meio de todos, nem ele mesmo sabe porque é tão forte. Só sabe que uma força divina lhe cobre com o manto da fé, para enfrentar os gananciosos e ganhar todas as disputas.

O “Menino da Mata” é a força dos deuses. Ninguém sabe onde ele mora, a verdade é que todos nele creem, têm respeito e por ele são protegidos.

E a mata, onde fica? Eis o grande mistério. Você vive sempre ao redor dela. Mas não conhece o homem do poder. Mas é sempre protegido por Deus e pelo “Menino da Mata”.

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