O valor do indivíduo

9 jul 2013

O VALOR DO INDIVÍDUO
FRANCISCO DE PAULA MELO AGUIAR

O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções.
Karl Marx

Todo individuo afirma que tem valor e ética em todos os sentidos da palavra, porém, quando encontramos indivíduos bajuladores da pior estirpe de pessoas detentoras de poderes temporários na gestão pública e ou privada, dar vontade de vomitar de nojo diante do comportamento pessoal em relação ao seu “padrinho” e ou “madrinha” que lhe deu um contrato por poucos dias para ajudar “gestar” e ou fuxicar da opinião pública para poder manter-se no “empreguinho” de brincadeira de pouco mais de um salário mínimo. E nessa condição de gente de todas as idades e formação cultural, ao abrir a boca não deixa ninguém falar, somente essa gente fala, parece um rádio de pilha, guiado e com o “cordão” cortado e estacionado em uma única emissora, pois, não quer ouvir ninguém e somente ele sabe e conhece a verdade e os caminhos da gestão pública e ou privada, alegando sempre termos sem nexos, do tipo: “águas profundas” e “contingenciamento de recursos” para solucionar todos os problemas presentes e futuros da urbe. Parece o samba do crioulo doido em nota música única, sem sair do campo. É o “doutor”, técnico do mais alto gabarito, formado na Universidade de Arataca, com mestrado e doutorado em “ciências ocultas e letras apagadas”, o que se deduz ser um individuo preparado para brigar e desmoralizar quem entender fazer o contraponto ao seu pensamento, haja vista não ter educação e instrução e ou formação acadêmica, onde parece ser mais não é, ainda que por analogia, detentor da faculdade de conhecimento de valor moral, ético, pessoal e profissional, o que lhe resta é apenas a condição jogar palavra fora em termos de fuxicos e elogios gratuitos aos ocupantes de cargos eletivos nas três esferas de governos: federal, estadual e municipal, especialmente a quem lhe “deu a mão” e por si só representa um verdadeiro ninho de cobras jararacas, pois, não sabe que “[…] a morte das grandes narrativas é somente uma dimensão (fundamental, decisiva) desse niilismo ao qual fazíamos referencia, niilismo definido como etapa espiritual em que os fins faltam, em que os valores superiores se depreciam, em que não há mais respostas à questão “por que”, no entendimento de Nietzsche. Daí porque é fascinante saber que o termo “valor”, vem do latim, justamente do verbo “valere”, que significa  literalmente falando, “passar bem”, “forte”, “válido”, “corajoso”, “destemido”, sentido este que aparece no chamado português arcaico, devido os valores culturais via a mistura dos povos em sua primeira fase, assim como foi a origem do próprio Latim. Foi usado nos séculos XIV e XVI e era totalmente diferente da língua portuguesa falada atualmente no Brasil e nos demais países que falam a Língua Portuguesa. Assim sendo, o termo “valor”, no sentido corrente da palavra em si, tem a conotação em termos de ideia, de uma capacidade alta, dependendo do esforço pessoal de cada individuo no meio social em que vive. É nesta concepção que falamos e/ou enfocamos um individuo, transformado em um homem de grande valor em todos os sentidos, dentre os quais o moral, humano, acadêmico, social e espiritual, segundo a ética, a profissão e a moralidade pública e/ou privada da cada uma pessoa.

E foi assim que do uso vulgar passou para o uso científico e/ou acadêmico o termo “valor”, que não significa “preço” do individuo, a partir do momento em que o mesmo termo foi utilizado pelo economista inglês Adam Smith, tendo em vista a distinção de valor de uso e/ou seja “value in use” e o chamado valor de troca e/ou seja “value in Exchange”. Assim sendo, o valor de uso, significava uma utilidade de cunho objetivo, real da coisa, tendo em visa a satisfação de certa e determinada necessidade da pessoa, o que significa que tudo em termos de mercadoria e ou serviço tem um preço de mercado, enquanto que o valor de troca, significa dizer literalmente que a apreciação social que se dá a uma coisa, em certo e ou determinado momento da história dos povos, por certo e ou determinado grupo, daí a apreciação que o grupo dava em termo de interpretação e oferecendo um preço pelo produto e/ou serviço. Assim podemos dizer que a moral do individuo não tem preço e sim valor.

É evidente que Adam  Smith sentiu-se intrigado com o problema da disparidade do valor econômico em dois valores observados. Podermos exemplificar, justamente com “a água” e “o ar”, que tem grande valor de uso por todos os seres vivos na face da terra, porém, também tem um pequeno “valor de troca”. De modo que ao contrário, por exemplo, “o diamante”, grande, médio e ou pequeno, não importa, tem um pequeno valor de uso pelo individuo, porém, tem um grande valor de troca sobre todos os aspectos, o que vale dizer que tem pequena utilidade prática, porém, tem preços altíssimos no comercio local, nacional e internacional, o que vale dizer que é produto de importação e exportação certa entre as nações desenvolvidas ou não do planeta. Jamais, nem por analogia, se pode enfocar tais princípios no caso do bandido que aluga seus serviços de fuxicos para defender ou acusar a quem quer que seja na sua individualidade, como acontece através dos mandantes e seus jagunços para cometerem crimes contra seus algozes nas grandes e pequenas cidades do mundo em pleno século XXI, via compra, pagamento, preço e isso não tem valor de qualquer ordem, pois, todo e qualquer ato do homem, depende do grau e ou nível educacional de cada um em si.

Pela falta de conhecimento da teoria da utilidade marginal, levou Adam Smith a não resolver o problema e continuou aflito em suas pesquisas até morrer. A teoria marginal ou não pode teorizar o homem, sua educação e seu valor em si. O homem é um ser de aculturação constante do nascer ao morrer, nunca sua aprendizagem está completa e ou concluída definitivamente falando.

O termo “valor” inicialmente estudado apenas pelas Ciências Econômicas, estendeu-se à Moral e à Filosofia. Qualquer visão de homem e ou de individuo na gestão pública e ou privada, inclusive em termos familiares e ou profissionais, só tem sentido se tiver algum  “valor” envolvendo a axiologia em si falando, porque jamais, também se pode teorizar sobre a educação em si e o homem em si. Daí, podemos mencionar de que por Moral Social, se entende o preço que deve ser pago por uma prestação de serviço ou por um objeto ou produto propriamente dito. Sentimos de que a definição moral  do chamado justo valor de um objeto, produto e/ou serviço, é por demais delicada e/ou sutil, levando-se em consideração a dificuldade de determinar com objetividade o seu valor que é diferente do termo preço, apenas. É um fato de que o valor das coisas, objetos, serviços e ou produtos tem o valor pelas intrínsecas propriedades e pela apreciação que o grupo confere a tais propriedades. E isso depende conhecimento técnico cientifico, somente o senso comum não é possível se conhecer tudo a esse respeito. Por outro lado, uma coisa, serviço ou produto, vale o trabalho que custou para produzir, conforme enfatiza Karl Marx. A olho nu, se percebe as limitações e as dificuldades da teoria de Marx como medida de valor e não somente de formação de preço. O homem deve ter valor e não preço, pois, ele não é mercadoria, como parece ser em certos casos da vida da sociedade moderna, tem gente se devendo por qualquer preço a toda e em qualquer lugar, onde suas ideias e seus valores desaparecem, diante da proposta do vil metal.

A Filosofia mencionar que o valor de um objeto, de uma coisa, de um produto e/ou de um serviço, se refere à representação de objeto de estima e ou de desejo de uma pessoa e ou de um grupo social, levando-se em consideração a sua satisfação para atingir um fim determinado e de caráter licito. Apesar dos descaminhos morais do individuo moderno que quer tornar-se rico de qualquer maneira, usando qualquer metodologia criminosa ou não.

Enfocamos que o filósofo alemão Nietzsche, influenciou o uso do termo “valor”, passando a substituir na linguagem da Filosofia contemporânea o “bem” em sentido clássico propriamente dito. O que vale dizer que o termo “valor” em linguaguem financeira quer dizer um título de crédito. Mas, foi Max Weber, outro pensador alemão, que mostrou a importância  do “valor” no agir humano de cada individuo em si e segundo suas convicções. O que vale afirmar de que cada individuo defende seus interesses sociais, profissionais, políticos, sociológicos, filosóficos, religiosos, ser o dono da verdade, não aceitar opinião alheia, não refletir, improvisar todas as suas ações e gestões na vida pública e vida privada, porque tem “chaleira” de plantão para defendê-lo, etc, sem levar em consideração a afirmação de Pascal ao afirmar que  “a verdadeira moral zomba da moral”, e aí o individuo e ou grupo, entende que o “valor” deve ter a característica das coisas que são preferidas,mais ou menos desejadas, julgadas superiores, desejáveis, etc., pois, tudo fede, porém, não incomoda. O que vale dizer que cada pessoa deve estudar e conhecer a Axiologia, enquanto ciência que estuda os valores de uma determinada sociedade, desde sua origem no século XIX. O fuxiqueiro em se tratando de individuo, geralmente desonesto, analfabeto político, jogador de pinico de quem tem o poder temporal da política partidário e ou empresarial, sempre tem “preço” de mercado relativamente baixo de até no máximo um salário mínimo mensal, tanto é a falta de conhecimento profissional e acadêmico, deixando de lado valores: éticos, morais, pessoais e profissionais, o que equivale a uma conduta totalmente prostituída em termos de falta de caráter em todos os sentidos, portanto, essa gente tem este tipo de ideologia e que querem ganhar tudo e nunca perderem nada em qualquer parte do mundo.

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REFERÊNCIAS

ARANHA, M.L. de A. Filosofando. São Paulo: Moderna, 1989.

ÁVILA, Fernando Bastos de. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: MEC/FENAME, 1976.

CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1994.

TRICHES, Ivo José. Et all. Fundamentos Filosóficos da Educação. Curitiba: IESDE Brasil S/A, 2009.

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