Óleo quente na frigideira

20 jun 2017

alfredo
Alfredo Bonessi

Dói muito quando uma criança, em plena atividade escolar dentro do pátio de uma escola, é baleada e morta por causa do confronto entre policiais e bandidos. Foi embora uma vida – uma esperança. Foi embora os sonhos puros, juvenis e inocentes de um anjinho, que queria estudar, brincar, ajudar seus familiares, crescer com alegria, curtir a vida, deixar descendentes, enfim, viver a oportunidade que Deus lhe deu de nascer nesse mundo, mas infelizmente escolheu para viver nesse país desumano chamado Brasil.

E ninguém se doeu pela menina, em razão daquele princípio existente em nossa sociedade de que aqui é democracia, que isso faz parte da democracia, que é mais um caso de bala perdida, com mais uma vítima entre as centenas de vítimas que já morreram por causa disso – portanto é natural.

Mas onde estamos, que país é esse ? – como que o Brasil foi ficar dessa maneira, violento, impune e sem segurança ?

– existem culpados ? – sim existem !

Culpados são as igrejas que apoiaram os comunistas na investida rumo ao poder. Para eles só interessava isso. E uma vez no poder trataram de desorganizar a sociedade, eliminando todo o principio de moral e de bons costumes que simbolizavam o caráter da sociedade brasileira. E assim perdeu-se o caráter, o respeito pelas pessoas; desestruturou-se a família, e o temor a Deus foi substituído pelo uso das drogas.

Culpados são os políticos – a desordem social do Brasil é um reflexo do mau procedimento da classe política brasileira: todos são ladrões que gozam de privilégios – são pessoas investidas de um compromisso público, que desrespeitam, e que são eleitos para roubarem do povo. Não existe mais discussão sobre isso: você vota e elege um ladrão para te roubar – que fica impune pelos seus erros, que ninguém monitora, e que faz o que bem entender com o dinheiro público e não responde por isso, não vai preso.

Até quando vai isso ?

É muito fácil dar um canetasso e proibir que policiais façam greve para reivindicar seus direitos que ninguém lhes dá – só querem que o policial resolva tudo, proteja a sociedade e ponha o peito para as balas assassinas dos milhares de bandidos que estão soltos por ordem de um juiz, ou de um desembargador, que se julgam acima da lei e dão direitos e liberdade a maus cidadãos, que não possuem direitos nenhum, mesmo de viver em sociedade, porque são pessoas que sentem prazer em fazer o mal, sentem prazer de matar e destruir a vida das outras pessoas e já enlutaram dezenas de famílias, que perderam seus filhos violentamente por causa de um celular. E a imprensa diariamente anuncia mais um caso de morte, de latrocínio, de violência contra mulheres e crianças, como se isso fosse normal em nossos dias.

E o bom cidadão não consegue mais sair de casa, não consegue estudar a noite, está desempregado porque o comercio parou de funcionar, porque as ruas e vielas viraram um antro de desocupados, que atacam homens e mulheres a luz do dia, matando-as a tiros e facadas.

Está mais que certo quando nos referimos que a desordem e a impunidade fazem a sociedade dar um retrocesso econômico e social rumo a falência e a imoralidade – com perdas econômicas e de vida.

Ninguém deseja o vandalismo, a pobreza, o desemprego, a falta de tudo, a prostituição, a fraude, a violência, a vagabundagem, o vício, e a fraqueza moral e a perda de brasilidade.

Só a classe política deseja tudo isso, porque eles assumem um cargo publico e indicam uma centena de gente para ganharem bons salários nos cargos, enquanto que os bons ralam nos cursinhos e bancos escolares para sustentarem toda essa gente.

É mais fácil para os políticos lidarem com pessoas doentes, apáticas, dependentes de uma esmola mensal, doadas pelo governo, do que pessoas cheias de vontades, de idealismo, independentes, dinâmicas e prósperas – daí as tais reformas agrárias, ocupação de propriedades, invasão de prédios, incêndios, greves e boicotes, insatisfação geral.

Quando você paga muito imposto e não vê retorno e as coisas não mudam para melhor, é porque não há uma vontade de parte daqueles políticos em querer moralizar a situação, por ordem na casa e alterar para melhor o sentido das coisas; pode ter certeza que quando isso ocorre há roubos no meio, favorecimentos, corrupção, desvios e imoralidades. Esses bandidos agem em nome da lei e pela lei. São fortes e poderosos, ainda mais agora que a urna viciada encontrou o nome deles para elegê-lo nas eleições.

E assim a sociedade fica a mercê de todas as injustiças – bem diferente do tempo do Bang Bang em que se faziam justiça pelas próprias mãos. Foi um tempo em que justiceiros cassavam bandidos por recompensas, e nessa atividade assassinavam também pessoas boas, com a desculpa que a tinham confundido com um fora-da-lei.

Ao longo dos tempos maus cidadãos travestidos de bons cidadãos faziam das suas e os culpados eram sempre outros ladrões, muitos famosos, que já andavam na vida do crime, aquém atribuíam a culpa pelos fatos, como Jesse James, Bonnie e Clyde, Al Capone, e o nosso Lampião do nordeste, que da mesma maneira que pegou fama de malvado, perverso, cruel e desordeiro pelo mundo afora, ganhou a autoria de todos os crimes que aconteciam na época em que viveu, muitas vezes o seu bando se encontrava a quilômetros de distancia das ocorrências, essas, na maioria das vezes, praticadas pela própria policia, que atribuía ao bando de Lampião toda a desgraceira.

Era bem comum ver o Capitão Lampião ler o jornal do mês e ficar fulo de raiva e resmungar para seus cabras: mentiroso – é mentira – eu não fiz isso – eu não sou isso, eu num tava lá, etc.

Saberia me dizer quais são as diferenças entre um FAL e um AK 47 ?

– a resposta correta seria: são muitas, a começar pelo país de fabricação: o FAL é Belga e o AK 47 é Soviético. O comprimento, peso, alcance de utilização, potência de fogo são bem diferentes. Mas eu enumeraria três fundamentais diferenças:

– se entrar terra ou areia na culatra do FAL ele não funciona;

– se for colocado no solo um AK 47 e um tanque de guerra passar por cima dele, não acontecerá nada – ele continuará funcionando e atirando normalmente;

– o FAL é utilizado pelas Forças Policiais e o AK 47 é utilizado pelos bandidos.

Nessa guerra entre a lei e os marginais, os marginais levam muita vantagem. Não só essas enumeradas com relação as armas, mas muitas outras que citarei:

– os marginais possuem cobertura da lei e da justiça: se acontecer alguma coisa com um deles a turma dos direitos humanos vem com força para cima da polícia;

– os marginais são protegidos por Juízes e Desembargadores e bem assessorados por advogados, que os soltam pelo portão principal das cadeias e com isso desmoralizam todo o aparato policial, tornando-os enfraquecidos perante os criminosos;

– os marginais vivem uma vida boa, são ricos, poderosos,e são amigos chegados de governadores, senadores, deputados federais e alguns policiais, a quem prestam relevantes serviços quando necessário, por exemplo, eliminar um desafeto, eliminar um agiota, eliminar um rival. Saem pela porta da frente da prisão, fazem o serviço e retornam para ela tarde da noite.

E a vida do policial é dura: rigor da lei, normas e regulamentos, cumprimento de ordens, desaparelhamentos, burocracia institucional, formalismo e padronização de procedimentos, desconfiança e não aceitação pela sociedade, baixos salários, sem moradia digna, limitação e sujeição de procedimentos, formalismo e perseguição da lei e da justiça, que alega contra o policial o uso abusivo da força, abuso do poder, a coerção, a injustiça, e a responsabilidade pelas balas perdidas, principalmente quando um marginal atira em alguém e os policiais levam a culpa.

Onde não existem leis claras e definidas e onde os magistrados aceitam a pobreza como aval para práticas criminosas, os cemitérios ficarão sempre repletos de bons cidadãos, sepultados, executados por bandidos e delinqüentes contumazes de todas as idades.

Proibir policiais de reivindicarem os seus legítimos direitos de entrarem em greve, em busca do reconhecimento de seus relevantes serviços prestados a sociedade, é uma medida infame, ditatorial, arbitrária, imoral, ilegal, próprias das ditaduras do proletariado, onde um grupo manda e desmanda e todos dizem amém.

Se os governadores tivessem caráter e responsabilidades, reconheceriam o trabalho do policial, pagando bons salários, ofertando boas moradias, fácil tratamento de saúde e para si e seus familiares, tratamento humano e digno a toda a família militar.

É por isso que quem manda no Brasil são os bandidos: na câmara e no senado, nos governos estaduais, nas prefeituras, nas estatais, nos Fóruns da justiça, nos templos e nas igrejas, nas empreiteiras, e construtoras, na saúde, na educação, pelos ministérios que não fazem nada, pelas esquinas, pelas praças, pelas universidades, pelas escolas, por toda a parte.

E uma pequena minoria, honesta, que existe para pagar as contas e pagar com a vida, que trabalha e que vive com dignidade dentro de suas casas, sem ter o direito de ir e vir, que é escrava de toda essa bandidagem de terno e gravata, que mora em bons lugares por esse Brasil a fora.

Alguém precisa pagar o pato – foi assim com Xerxes que na antiguidade atacou a Grecia; foi da mesma maneira que Alexandre atacou a Pérsia; Roma destruiu Cartago, Adriano atacou e venceu a Rainha Palmira; Cesar conquistou as Galias; e Napoleão invadiu o Egito; Saddan Hussein foi acusado de genocídio, Kaddafi da Líbia, de tirania, mas o imperador Puttin não sai do poder e comanda as atrocidades no Oriente de hoje.

No Brasil a população exaurida de tanto pagar impostos e não ver retorno, sofre os efeitos de uma politicalha de esquerda chefiadas por FHC e sua turba, que se iniciou em 1985, e que levou o Brasil a miséria, a insolvência, e aos desajustes econômicos e sociais – que se manterão ainda por longos anos, uma vez que o uso do cachimbo faz a boca torta, e o pau que nasce torto, não tem jeito morre torto, político honesto, com certeza, nasce morto.

No fundo de um vaso sanitário cheio de dejetos é possível se encontrar algo que se aproveite, foi assim na data de hoje quando o governo libanês brasileiro resolveu instituir o controle do cidadão pelo CPF. Assim sendo, essa medida favorecerá o controle do fisco, e possibilitará a criação de um plano de saúde a nível nacional através de um programa de saúde acessível por uma senha pessoal do paciente e controlado pelo numero do seu CPF, cadastro esse que ficará na posse do Ministério da Fazenda, da policia, dos órgãos de saúde, médicos e laboratórios, e do IML a quem cabe encerrar o ciclo de um CPF de um morto que tenha passado por lá. Acredito também que a declaração do Imposto de Renda passará a ser feito automaticamente, pelas movimentações ao redor de um numero de CPF, cujas informações estarão na posse dos Auditores da Receita Federal, bastando ao usuário confrontar as informações ali contidas e ratificá-las de alguma forma.

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