Os Pingos Quentes das Últimas Horas

13 abr 2013

Faltando um ano e seis meses para as eleições de 2014, já podemos fazer uma análise nua e crua das traições que estão sendo montadas por vários políticos paraibanos.

Cássio Cunha Lima é o que mais deseja disputar o governo do estado, fica jurando fidelidade ao governador Ricardo Coutinho, mas espera o momento para lançar a candidatura com o apoio de milhares de líderes que hoje estão acobertados pelos cofres do estado.

O deputado federal Ruy Carneiro quer de todo jeito a vaga de senador, para trair o seu criador Cícero Lucena. O Ruy bajula Cássio de manhã, abraça Cícero de tarde e a noite confidencia com o governador Ricardo Coutinho.

O ex-deputado Wilson Santiago já traiu José Maranhão. Daqui para 2014 não há mais traição organizada, pois tem as conversações constantes com o governador Ricardo Coutinho.

Experts da política de Campina Grande garantem que os dois senadores campinense, Vital do Rêgo Filho e Cássio Cunha Lima têm alguns lances acertados paras 2014: se Cássio puder ser candidato terá o apoio de Vitalzinho. Se não puder, apoiará Vitalzinho para governador. O queimado nessa história é o ex-prefeito Veneziano Vital, pois o escanteio vem dos dois maiorais, do inimigo e do irmão.

O ex-governador José Maranhão está sendo queimado por quase todos os peemedebistas, que desejam tomar a presidência do partido. Se Maranhão não fosse tão forte em Brasília, já estaria sendo de vice pra frente no seu PMDB.

Armando Abílio já sofreu o golpe maior, vindo da cúpula nacional do PTB. Agora é se conformar e aguardar a derrota em 2014, montada pelos seus próprios novos correligionários.

A “dança de Virgulino” fica por conta do vice-governador Rômulo Gouveia, que tenta agradar Ricardo e a Cássio ao mesmo tempo. Rômulo deve se preparar com força, porque ele não tem vaga de senador e nem de vice no lado de Ricardo. A não ser que Cássio e Ricardo sejam candidatos a governador, num enfrentamento que muito vai dar o que falar.

O ex-senador Efraim Morais também está preparado para jogar duro com “alguns amigos”. Todo mundo sabe que Efraim é amigo fiel de Cássio Cunha Lima. E ele já deu o primeiro recado: “Ou majoritária, ou nada”.

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, tem permitido seu irmão a conversar demais. Ele sabe de uma coisa: sem Cássio ele não tem força para dirigir o seu “jeep” até o distrito de São José da Mata.

Eu quero saber com quem vai ficar a dupla Zenóbio e Léa Toscano, de Guarabira? Com Cássio ou com Ricardo, se a briga grande for confirmada?

O senador Cícero Lucena briga dia e noite junto ao diretório nacional do PSDB para que o senador Cássio Cunha Lima aceite ser candidato a governador do estado. Ele tem suas razões, será o troco ao governador Ricardo Coutinho. No entanto, Cícero sabe que as suas chances são muito pequenas, tanto para governador quanto para senador. Só quem pode salvar o ex-prefeito é uma candidatura a deputado federal.

O ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, tem conversado tanta besteira, que o crédito popular dele está como crédito de celular, a cada ligação o valor baixa. Não se decide por uma filiação, não teve prestígio e força para conseguir um partido dos pequenos para abriga-lo. Vai ter que se contentar com a disputa de deputado federal ou estadual. Coitado, vai entrar no momento exato que a Paraíba perdeu duas vagas de deputado federal e seis de deputado estadual.

O atual prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, tem voado mais para João Pessoa do que prefeitos do interior em busca de convênios federais. Administrativamente falando, Cartaxo tem que provar que está preparado para governar a nossa capital. E politicamente tem que mostrar força junto aos seus partidários e aliados: chamar o feito a ordem, fazer a filiação de Luciano Agra, mandar Anísio Maia calar a boca, pois está falando demais, só porque perdeu a boquinha da pesca. Tem que lançar o irmão para deputado federal, e elegê-lo, sob pena de “morrer” no começo da administração.

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