Poema Negro

28 mar 2013

POEMA NEGRO

Para mascarar minha desgraçada sorte

Eu durmo, escrevo ou estudo,

Mas intimamente eu jamais me iludo,

Já que em meu triste peito

Eu padeço e em vão grito,

Numa angústia solitária e louca.

 

E à meia noite, sinistramente,

A morte vem, devagarzinho,

Serpente má, ela sempre vem,

Faminta, carnívora assanhada,

Ela quer me envenenar,

Não sei se para matar

A minha ou a sua fome!

 

Francisca Vânia Rocha

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