Porém, a nossa luta começa com o cantar do galo e só termina quando atingimos o objetivo

25 jun 2013

Porém, a nossa luta começa com o cantar do galo e só termina quando atingimos o objetivo

Por Alisson Oliveira*

Após conversas com várias pessoas de diferentes visões e vertentes da atual situação a qual vivemos, (umas com certa lógica e outras não), pude perceber que alguns apoiam seus posicionamentos apenas em grandes falas de gigantes líderes revolucionários de nossa história, ou personagens modernos do mundo da crítica (des)construtiva, seja ela do meio da educação, cultura, gênero, informação, economia etc. Está errado isso? Claro que não, até porque todos nós bebemos de alguma fonte para podermos posicionarmos nossas ideologias, mas é preciso tomarmos cuidado com aquilo que vamos apresentar, para não corrermos o risco de cometer alguma injustiça ou falar algo desnecessário, e temos o dever de observamos de antemão se tal princípio ideológico não vá na contramão da vontade do povo, nem tampouco se transforme em interesse de aproveitadores.

Vejamos algumas frases simbólicas que atravessaram o tempo e que hoje pode ter uma conotação tão, ou senão, mais atual do que o período corrente que atuamos:

Disse Jesus Cristo: “Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá”. Mateus 12:25. Essa frase foi proferida em resposta aos fariseus que afirmavam que os demônios eram expulsos por Jesus através de Belzebu, príncipe dos demônios. Os fariseus acompanhavam Jesus para o pegarem em alguma contradição, assim como muitas pessoas que se infiltraram nas manifestações de hoje o fazem, buscando desnortear as reais e nobre causas. Essa frase de divisão de reino se aplica a inúmeras questões, inclusive a de que se o povo se subdividir apenas em suas causas particulares, com certeza o seu “reino” irá sucumbir ou perder forças.

Falou Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”. Apesar de a união uníssona ser a ideal em uma causa, ser 100% unânime não significa dizer que é o correto. devemos “ouvir” sempre os dois lados dos fatos. É preciso também ouvir todas as propostas em si, condicioná-las e buscar o melhor método para que o bom efeito desejado se aplique a todos e a todas de maneira geral.

Marx pronunciava: “Trabalhadores do mundo, uni-vos”. Trazendo o discurso de Carl Marx para nosso levante, significa dizer que devemos centralizar nossas causas, unir nossas forças em um denominador comum e lutarmos por um interesse coletivo que acolha todos os envolvidos. Agir diferente disso nos faz perder o foco e ficarmos à deriva, sem saber como descobrir uma fórmula lógica que resolva de forma concreta nossas inquietações.

Essas são apenas três das grandes frases de efeito da História. Não necessariamente devemos sempre concordar com tudo ou isolarmos nossas problemáticas, o que precisamos é sondar todas as vertentes e aplicar as melhorias e reconhecimentos em um bem comum.

*Graduando em História pela UFCG, campus de Cajazeiras (PB), professor, redator, ator de teatro.

ahalisson@gmail.com

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