Promotoria espanhola pede dois anos de prisão e multa de R$ 35 milhões para Neymar

4 maio 2017

Nesta quinta-feira, o juiz da Audiência Nacional da Espanha – equivalente ao Superior Tribunal de Justiça no Brasil – José de la Mata deu início ao julgamento contra o atacante Neymar, seus pais, o presidente do Barcelona (Josep María Bartomeu), seu antecessor (Sandro Rosell) e como pessoas jurídicas o Barça e o Santos por corrupção.

Na abertura dos trabalhos, o juiz impôs uma fiança conjunta e solidária de 3,4 milhões de euros (quase R$ 12 milhões) em conceito de responsabilidade pecuniária a Bartomeu, Rosell, Barcelona, Santos e o ex-presidente do clube brasileiro Odilio Rodrigues.

En el auto de apertura de juicio oral, De la Mata impone una fianza conjunta y solidaria de 3,4 millones de euros en concepto de responsabilidad pecuniaria a Bartomeu, Rosell, al FC Barcelona, al Santos y al expresidente de este club Odilio Rodrigues.

O julgamento teve início após a queixa apresentada pelo grupo DIS, que tinha 40% dos direitos federativos do jogador.

A promotoria da Espanha já apresentou por escrito as acusações contra todos os citados – exceto Bartomeu por falta de indícios.

A Fiscalía pedirá dois anos de prisão e 10 milhões de euros (R$ 35 milhões) de multa para Neymar e cinco anos de detenção para Sandro Rosell por delitos de corrupção e desvio de dinheiro do grupo DIS na contratação do brasileiro.

O promotor encarregado do caso, José Perals, também cobra 8,4 milhões de euros (R$ 29 milhões) de multa para o Barça e 7 milhões de euros do Santos (R$ 24,5 milhões).

Perals quer a prisão por dois anos do pai de Neymar e por um ano da mãe, ambos pelo delito de corrupção nos negócios, além de multa de 1,4 milhão de euros para a empresa N&N, responsável por acertar a negociação com o Barcelona.

ClickPB

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