Raniery Paulino defende candidatura própria do PMDB para governador em 2018

24 fev 2017

raniery paulino
“Eu ainda sou aquele romântico e defendo a tese da candidatura própria, quem tem um Zé Maranhão, um Raimundo Lira… Se não tiver ninguém, pode ter certeza que aparece”, disse o parlamentar

O deputado estadual e líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, Raniery Paulino, defendeu nesta quinta-feira (23) que o partido tenha candidatura própria na eleição de 2018. Apesar da declaração, o parlamentar disse que ainda não é o momento de falar sobre pleito eleitoral.

“Eu ainda sou aquele romântico e defendo a tese da candidatura própria, quem tem um Zé Maranhão, um Raimundo Lira… Se não tiver ninguém, pode ter certeza que aparece. O PMDB em 2014 fez três deputados federais, quatro estaduais e um senador. O PMDB foi o partido que mais fez parlamentares, enquanto o governador não tem um parlamentar em Brasília. Mesmo com uma candidatura natimorta de Vital, o PMDB fez isto tudo e ainda fez diferença no segundo turno”, disse durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio 98 FM/Correio Sat.

Sobre possíveis nomes que concorreriam ao cargo, Raniery falou que o senador Raimundo Lira pode ser uma opção que seria capaz de unir partidos que hoje estão em lados opostos. “Maranhão é entusiasta de candidatura própria. Quando eu conversei com Lira sobre esta ideia, ele se entusiasmou. Eu dizia que ele tem condições de fazer uma ampla aliança em torno do nome dele. Com muitos partidos, que hoje estão opostos”, relatou.

Com relação à possibilidade de estar no mesmo palanque que o senador Cássio Cunha Lima em 2018, o peemedebista afirmou que não acredita que isto vá acontecer. “Eu não imagino isto. Eu acho muito pouco provável que isto aconteça. São postulados diferentes, respeito todos, não tenho intriga com ninguém, mas o que eu defendo é o projeto do partido. Estarei neste projeto, vou participar ativamente da decisão do partido e estarei acompanhando”, afirmou.

Raimundo Lira fora da CCJ

O deputado também comentou sobre a não indicação do senador Raimundo Lira para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo ele, o parlamentar paraibano tem a ficha “limpa demais” para o cargo.

“Lira tem uma tese de aproximação com o governo e é normal que ele defenda isto. Houve confissões que Maranhão fez a mim em reunião e ele foi extremamente solidário ao senador Raimundo Lira. Eu acho que Lira estava limpo demais para ser presidente da CCJ. Tem um grupo ali (do PMDB nacional), que é fechado, que se associou em muitas ações e atos e talvez não queria que ninguém penetre naquele grupo. Eu preferia Raimundo Lira pelo histórico que tem, por estar com o Cerasa limpo, em detrimento ao Lobão, que tem problemas com a Lava Jato”, atacou Paulino na entrevista, transcrita em parte pelo Correio Online.

Ricardo Coutinho aliado de Michel Temer

O deputado chamou atenção ainda ao tratar o governador Ricardo Coutinho (PSB) como aliado do presidente da República, Michel Temer (PMDB). O socialista era um dos maiores defensores da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment. Segundo Raniery, quem teria intermediado o diálogo foi o senador Raimundo Lira.

“Lira é tão habilidoso que foi quem conseguiu a adesão de Ricardo Coutinho a Michel temer. O senador Lira levou Ricardo a um encontro com Temer e fecharam parecerias. Foi uma adesão, sem dúvida alguma. O que é importante é que se estabeleçam relações institucionais”, finalizou.

Portal Correio

Foto: Hermes de Luna/Portal Correio

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