‘Ricardo pode se aliar a Maranhão ou Cartaxo porque quer derrotar Cássio’, diz analista político

4 jan 2017

O analista político Eugênio Falcão e o advogado Marcos Souto debateram os temas da atualidade em mesa redonda realizada no programa Master News, da TV Master, na noite desta terça-feira, 03, e destacaram que muitos políticos cometem “estelionato eleitoral” quando prometem muito durante a campanha e não cumprem após assumirem os cargos.

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Para Marcos Souto, nenhum prefeito, por exemplo, pode alegar que não pode cumprir as promessas porque descobriu que a cidade que o elegeu está com as contas em pior situação do que ele imaginava, “existe um sistema de transparência que permite a todos verem as contas municipais, então não se pode deixar de cumprir promessas porque não sabia o que estava acontecendo na cidade”, opinou.

eugenio-falcaoA rebelião em presídio privatizado no Amazonas, que resultou na morte de 56 pessoas, também foi tema de discussão e Eugênio Falcão destacou que poderia haver mais presídios privatizados no país, com melhores condições de vida para os detentos, ele pontuou que não defende luxo para condenados pela justiça, mas falou sobre a necessidade de ofertar um ambiente salubre.

Sobre a superlotação, Marcos Souto pontuou que o Brasil tem uma grande massa de presidiários e pontuou a falta de políticas de ressocialização para pessoas privadas de liberdade, ele disse que se hoje fossem construídos mais 50 presídios, não caberia todas as pessoas que cometem crimes no país. Marcos detalhou a formação dos futuros transgressores e disse que os locais onde são cumpridas medidas socioeducativas já pode servir de escola para crimes e depois de alcançar a maioridade, cometem crimes e vão para presídios.

Sobre a questão econômica e a crise entre os poderes, Eugênio disse que existe uma grande hipocrisia no Poder Judiciário, “o mesmo Judiciário que diz para os políticos cortarem na própria carne, que manda demitir prestadores de serviço, é o mesmo que quer reajuste salarial de mais de 30%; crise só funcion para pobre?”, questionou.

Marcos concordou com os privilégios que o Judiciário tem e destacou que houve uma ação do presidente do Senado, Renan Calheiros, para tentar que os juízes respeitassem o teto salarial instituido no país. “Quando o Judiciário usa suas intituições para deixar o limite de teto para depois, erra, o parlamento se dobrou às pressões do Poder Judiciário quando os trabalhadores e todos os outros profissionais tem teto, por que o judiciário não tem?”, complementou. Para Marcos Souto, o Judiciário tem um super poder e deixou o Poder legislativos “de calças baixas”.

Questionados sobre as eleições de 2018, Eugênio disse acreditar que até o fim de 2017 a Paraíba vai conhecer os futuros candidatos, “uns se lançam candidatos e mantém, outros desistem, e tem aqueles que lançam os nomes para negociatas políticas, mas até o fim deste ano teremos os nomes lançados, tanto para governador quanto para presidente”, disse. Ele seguiu dizendo que o nome de oposição é o prefeito reeleito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, mas também Cássio Cunha Lima e José Maranhão, ele acredita que será a última eleição em que os dois poderiam se arriscar ao cargo de governador; do outro lado, ele acredita que o governador Ricardo Coutinho pode lançar um aliado para o governo, mas ao aproximar-se da campanha, ele pode chamar Maranhão e Cartaxo para conversar, “já que a intenção de Ricardo é derrubar Cássio”, destacou.

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