Romero não aceita tutela de Cássio, avisa que vai sair do PSDB e irmão já dispara contra o primo

25 mar 2013

CRISE FAMILIAR: Romero não aceita tutela de Cássio, avisa que vai sair do PSDB e irmão já dispara contra o primo

EXCLUSIVO – A convenção do PSDB ontem em Campina quase passa desapercebida do universo político, talvez pelo clima de clássico entre Campinense e Treze, mas uma cena chamou a atenção de quem testemunhou e transformou aquele encontro protocolar num imbróglio.

Tudo ia bem, quase ninguém compareceu, Rômulo discursou como se ainda fosse tucano e quase todos estavam focados no jogão que aconteceria mais tarde e que acabaria com o placar surpreendente de Galo 4×0 Raposa.

Mas, eis que do nada Romero Rodrigues, o prefeito e principal filiado na cidade após o líder maior Cássio, informa ao primo e senador que vai deixar a legenda.

Isso mesmo, além do irmão Moacir, o que já era esperado, Romero informou que vai deixar o tucanato e – pasmem! – ambos se filiarão a um partido da base de Dilma. “Cartaxo e Romero estão se dando muito bem”, revelou uma fonte.

Mas, me pergunta alguém que pegou o bonde andando, o que estaria acontecendo na família Rodrigues?

Primeiro, há claros desentendimentos entre Romero e Ronaldinho. Romero é o prefeito, mas é Ronaldinho quem administra e os secretários cassistas só atendem a ele ou ao próprio Cássio.

Segundo, essa história do filho de Cássio, Pedro, ser candidato a deputado federal atropelou o projeto de Moacir Rodrigues, o irmão de Romero.  E é aí que a coisa começa a pegar fogo muito antes do que todos imaginavam.

Moacir esteve agora pela manhã no Canelle tomando café comigo e com outros jornalistas e não fez segredo a ninguém das desavenças internas. Abriu o jogo sem pedir off.

Numa avaliação rápida, ele disse que Romero tem se aproximado de Cartaxo e que vai se filiar a uma partido da base de Dilma para garantir a governabilidade.”Cássio só atrapalha”, disse Moacir.

“Eu serei candidato a deputado federal para naturalmente ocupar o lugar que foi do meu irmão e disso não abrimos mão”, disparou Moacir. Ele revelou que alguns secretários ligados a Cássio – citou José Marques – querem mandar mais do que o prefeito e que “isso é inadmissível”.

Outra farpa disparada por Moacir foi no que se refere a licitação para a área de publicidade: “a MIX não será a agência única.  A licitação será para mais de uma agência”, alfinetou.

Angú de caroço. É assim que classifico esse imbróglio precoce. Achei que a ficha de Romero iria demorar mais um pouco para cair, mas pelo que Moacir disse seu irmão não é Félix nem muito menos Cozete para ser esmagado pelo conhecido abraço de tamanduá de Cássio.

As voltas com uma gestão paralisada e sem poder honrar as promessa de campanha, Romero Rodrigues também monitora a movimentação do cassismo dentro de sua gestão.

Pedro Cunha Lima se elegendo deputado federal será o sucessor natural de Romero e, além de ter Ronaldo Cunha Lima Filho na fila, o prefeito passaria a ter o filho de Cássio como o preferido.

Diz a lógica que se deixar isso acontecer silenciosamente e sem resistência Romero será engolido e a candidatura do irmão a deputado federal implodida.

Onde isso vai parar ninguém pode prever, mas que além de todas preocupações o prefeito Romero tem mais uma, disso ninguém duvida.

Pergunto: para que partido da base de Dilma Romero e Moacir vão? Só sei que haverá reforma do secretariado antes de completar os cem primeiros dias.

EM TEMPO: A conversa de Moacir Rodrigues comigo foi testemunhada por Gutemberg Cardoso e Clilson Júnior.

Do Blog do Dércio

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