SABIÁ

13 jul 2018

Ninguém falou melhor do “Sabiá” do que Luiz Gonzaga e Zé Dantas, no ano de 1951, na música intitulada “Sabiá”: “Tu que andas pelo mundo, tu que tanto já voou, tu que falas aos passarinhos, alivia a minha dor”.

 O Gonzagão definiu o Sabiá como um pássaro que voa o mundo inteiro e conhece todos os passarinhos. Foi uma das grandes homenagens que o Sabiá recebeu.

 No dia 22 de setembro de 1966 o Sabiá tornou-se ave-símbolo do Estado de São Paulo, pela popularidade que tem no país inteiro. A maioria dos poetas enaltece o pássaro como o cantador da primavera, a estação do amor.

 Tem uma plumagem das mais belas entre o reino na passarada, vermelho-ferrugem no ventre, quase alaranjado, e o resto do corpo de cor parda com o bico amarelo escuro.

 O pássaro tem muitas variações: o Sabiá-laranjeira, que é o mesmo sabiá amarelo, o de peito roxo; o Sabiá-do-barranco que é cognominado de Sabiá-pardo; o Sabiá-da-mata, o Sabiá-poca, Sabiá-una, Sabiá-coleira.

 É um dos pássaros mais bonitos que a nossa flora tem, muito perseguido pelos caçadores, que teimam em eliminar um dos reinados mais admirados pela nossa cultura.

 O ninho é muito rico na construção, aproveita sempre as forquilhas para a confecção da casa dos seus filhotes usando barro, raízes e folhas. A fêmea se encarrega de chocar os quatro ovos durante doze dias e os filhotes deixam o ninho do décimo sétimo dia.

 Luiz Gonzaga escolheu essa música para provar a sua paixão pelo pássaro, e em especial dizer ao mundo que o sabiá também acalenta os corações vazios. No final, o Gonzagão pede ao Sabiá, em termos de imploração: “Tem pena d’eu, diz por favor, tu que tanto anda no mundo, onde anda o meu amor”.

 Na Fazenda-Cidade, em Cacimba nova, município de São João do Rio do Peixe, o “Caldeirão Político” presta homenagem ao Sabiá expondo uma fotografia sua como lembrança eterna do melodioso passarinho que ainda voa por sobre aquela região, transmitindo alegria e às vezes até se despedindo da vida, pela maldade dos caçadores.

Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 19/04/2011

 

 

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