TODA CRISE ECONÔMICA TEM A SUA PRÓPRIA HISTÓRIA

7 abr 2017

Nos manuais de teoria econômica, em qualquer parte do mundo há o registro da primeira grande crise econômica em 1929 que abalou o mundo.Foi a primeira crise globalizada uma vez que o país causador estava a assumir o comando da economia mundial deixando a Inglaterra,- a dominadora de todos os mares – prá trás. Depois dessa crise novos instrumentos de politica econômica despontaram com destaque para o Planejamento, que até então era coisa de economia de comando onde o estado era o senhor de todas decisões..O Bancos Centrais, com certa autonomia, assumiram o comando das politicas monetárias, juros, inflação, cambio, porquanto os demais órgãos da área econômica assumiram o controle e distribuição das receitas(orçamento) para evitar que as crises tornassem mais frequentes.Isso mesmo, com esse aprendizado vez por outra as crises se repetem, às vezes não provocadas pelo governo, mas por outros setores autônomos(sistema bancário) em razão do excesso de credito posto a disposição da comunidade(Crise subprime nos EEUU) que por razões outras não tem condições de saldar suas dividas.No nosso caso o governo – claro a revelia da sua equipe econômica – foi o principal causador desta crise considerada a maior de todos os tempos. Não foi o mercado produtor de mercadorias e serviços, bem como o sistema financeiro que levou o Brasil a essa situação de crise de difícil reversão. Foi o impeto gastador do governo que provocou esse brutal desequilíbrio nas contas publicas, que impede a economia retomar a trajetória de crescimento, solução mais segura para que tudo volte à normalidade.Para tanto, o governo vai ter que fazer um ousado ajuste nas contas públicas, sem o qual nada acontecerá. Isso mesmo se essa estrutura de gastos continuar como está estamos fadados a uma longa recessão com graves consequências, uma vez que os estamentos sociais inferiores são as principais vitimas, pois perderão as conquistas sociais adqueridas nos últimos vinte anos. Tem jeito não….doença grande….remédio amargo….

Ignácio Tavares de Araújo

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