UM MUNDO NOVO EM GESTAÇÃO

20 jun 2017

ignacio tavares

Por: Ignácio Tavares de Araújo

O sociólogo Zigmunt Bauman, – de origem polonesa – o pensador mais influente da atualidade e o jornalista Ezio Mauro, jornalista que atua na área econômica há mais de quarenta anos, juntos publicaram um livro bastante sugestivo para o momento denominado “Babel”. Trata de vários temas entre os quais a questão do Capitalismo Globalizado e suas consequências de orem econômica e social. Isso mesmo, além dos temas referidos trata também de reflexões nas quais são questionadas a carência de ideias, fatos novos, que ocasionaram relevantes mudanças no mundo atual. Afirmam…”não surgiu nenhuma ideologia ou visão consistente que prometa dar forma às novas instituições para este mundo novo”. Isto mesmo, o mundo novo que desponta a inda é enxergado à luz das velhas ideias que pouca ou nenhuma serventia tem para explicar as mudanças que estão por vir. Fato idêntico aconteceu há mais de dois mil anos quando um jovem pregador – que se dizia enviado de Deus – anunciava o despontar de um mundo novo diante de uma plateia constituída de judeus renitentes que não admitiam quaisquer propostas de mudanças nas leis anunciadas por Moses. De maneira didática o jovem pregador, segundo Lucas (5. 33-39) falava: “como pode pano novo ser usado para remendar pano velho?. Ainda…Como pode colocar vinho novo em odre velho? Foi a forma que o jovem pregador usou para anunciar o nascimento de um mundo novo diante de uma plateia incrédula, portanto resistente à quaisquer mudanças contrarias ao seu modo de pensar. Hoje anuncia-se o despontar de um novo mundo assim como foi anunciado ha mais de dois mil anos, mas, a resistência fundamentada em escritos os quais não são apropriados para explicar o que está por vir segundo, Zigmmunt e Eizio. Da mesma forma Jesus, na sua época, deixou bem claro que o mundo do “dente por dente e olho por olho” estava para ceder lugar ao mundo do “perdoar setenta vezes sete”……..E hoje,o mundo da dominação do grande capital marcha celeremente para ceder lugar a um novo mundo de “capital democratizado” em razão do avanço dos saberes que serão a base para a geração de eficientes fontes de emprego renda, por conseguinte de bem-estar coletivo. Este é o mundo que se desenha e será construído até o final do presente século.

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