Um senhor cada vez mais jovem

13 jul 2013

Hoje é o dia daqueles que respiram Rock’n’Roll, mesmo tendo muitas razões pra questionar a data. Dia em que todos os paredões com aquelas (pseudo) canções enlatadas deveriam pelo menos calar seus alto-falantes estúpidos. E pensar que essa merda é uma derivação industrial do fenômeno musical parido nos anos 50. Seria pedir muito. Contudo, temos motivo pra comemorar. As cenas culturais se renovam, não mais com o fervor da indústria fonográfica, que possui prioridades outras. Acho que isso é bom, pois as coisas acontecem de forma alternativa e espontânea sem a influência de magnatas, que de arte entendem bulhufas… Na caso brasileiro, Recife pega fogo com as distorções plugadas ao resgate dos ritmos regionais. E não falta gente fazendo isso Brasil adentro. O sul também também se faz presente na cena com o vigor característico dos velhos tempos. O metal que (que para mim é Rock sim!) não pára de se reinventar. À margem dos padrões industriais, circuito de eventos com banda de Rock no meio é o que não falta.

Falar de Rock’n’Roll não é resumi-lo a distorções. Se por um lado se constituiu numa estética conceitual de certo modo delineada (a popular “turma de preto”, por exemplo), por outro temos uma contraproposta histórica a um comodismo inerte gerador de lagartixas que tem como função primordial balançar cabeças e aceitar tudo goela abaixo. O rock historicamente age em contraponto ao senso comum e se caracteriza pelo inconformismo ao estabilshment. Esse é o conceito que adoto e dele procuro não me desprender. É só se remeter à dita poesia “rock”. Nas palavras do Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, é “impossível se ter Rock’n’Roll sem ofender”. De preferência, ofender os opressores…

Diego Nogueira
diego_nod@yahoo.com.br

http://diegonod.blogspot.com.br/

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