Violência nossa de cada dia (parte 497)

6 dez 2017


Lenilson Oliveira

Já abordamos o tema algumas vezes, mas nunca será demais fazê-lo tantas vezes for conveniente, como forma de discutirmos juntos a violência que diz respeito a todos nós, que está presente no nosso dia a dia, batendo à nossa porta e cada vez mais próxima das nossas famílias sertanejas, como de resto de todo o país, com as grandes metrópoles e até cidades de porte médio vivendo situação semelhante a uma guerra civil, por conta das disputas entre grupos criminosos pelo domínio de determinadas áreas.

São assassinatos consumados e outras tantas tentativas, mortes no trânsito, suicídios, aumento do tráfico e consequente consumo de drogas, roubos e furtos, estouro de agências bancárias, ameaças e espancamentos domésticos, estupros e exploração sexual de crianças e adolescentes, entre outras modalidades de violência que dominam as manchetes de emissoras de rádio, portais de internet e afins de Cajazeiras e cidades do seu entorno.

Não obstante o trabalho ostensivo e preventivo da Polícia Militar, a população sertaneja está cada vez mais assustada, dado o grande número de ocorrências de Uiraúna a Bonito de Santa de Fé, nos extremos da região do Alto Piranhas, a Bernardino Batista e Carrapateira, cidades mais afastadas do eixo formado pelas rodovias PB-393 e PB-400, passando por Cajazeiras, além das violências sociais, como o aumento do número de pessoas em situação de rua e pedintes, que também termina por atingir e afligir a toda a sociedade e autoridades constituídas e religiosas.

Há que a sociedade e as autoridades competentes se mobilizarem para as nossas pacatas cidades interioranas não se transformarem em cidades do medo, com as pessoas assustadas, temerosas de sair de casa, sobretudo à noite, não sendo muito diferente do que ocorre nas microrregiões de Sousa e de Patos, tão próximas de nós.

Façamos cada um de nós a nossa parte pela paz no trânsito, nas nossas comunidades, com as pessoas que nos cercam, da família ao ciclo de amizades, da igreja que frequentamos ao clube social.

Talvez assim, tudo melhore (ou não piore) para todos!

Que tenhamos m Feliz Natal e um ano novo de paz e prosperidade!!

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