XUXU – O MONSTRO SAGRADO

28 jul 2018

Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 19/04/2011

Na década de 1970, através do Teatro de Amadores de Sousa (TAS) conheci um jovem apaixonado pelas artes cênicas.

Nossos primeiros contatos aconteceram em João Pessoa, quando o procurei para dirigir alguns espetáculos montados pelo TAS, especialmente CRIME SEM SENTENÇA e O CAFAJEGUE, dois textos teatrais que fizeram muito sucesso nos sertões paraibanos.

Falo aqui do teatrólogo Luiz Carlos Vasconcelos, nascido na cidade paraibana de Umbuzeiro, em 25 de junho de 1954.

Logo muito jovem se encantou pelos estudos teatrais. Formado em letras, não dominou a paixão e foi para a Dinamarca estudar artes cênicas. No retorno integrou-se ao Grupo Teatral Intrépida Trupe, e foi aí que começou o seu grande sucesso.

No ano de 1978 criou o personagem que lhe consagrou definitivamente para o mundo artístico, XUXU, um palhaço cidadão. Com esse personagem autentico, Luiz Carlos começou a encher de alegria as comunidades mais pobres de João Pessoa, mostrando ao público que até como palhaço podemos ajudar os carentes.

Foi na Escola Piolim que vi mais de perto o trabalho profícuo e operoso de Luiz Carlos. Na sede da Escola, Luiz Carlos fazia funcionar o seu grupo teatral, além de desenvolver um espetacular trabalho de educação popular.

Visitou a cidade de Sousa atendendo convite do TAS, instituição que muito deve ao Luiz Carlos, por isso o seu nome nunca foi esquecido por todos nós que fizemos teatro em Sousa e ainda temos a arte cênica no coração.

No mês de agosto do corrente ano de 2011, o Grupo União São Francisco em parceria com o “Caldeirão Político” realizará o IV Título Honorífico em homenagem aos fãs de Luiz Gonzaga, na Fazenda-Cidade, município de São João do Rio do Peixe – PB. Um dos homenageados especiais do Festival de Músicas do Gonzagão será Luiz Carlos Vasconcelos, pelo muito que fez pelo Teatro de Amadores de Sousa, tanto na Cidade Sorriso como em João Pessoa.

O nosso reconhecimento será eterno ao grande Luiz Carlos, o homem do teatro, da televisão, do cinema e dos movimentos populares. Enfim, um monstro sagrado na cultura paraibana.

 

 

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