A ÚLTIMA NOITE

11 fev 2017

Chico
Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 08/02/2017

A história abriu suas páginas para glorificar mais uma personalidade da Terra, pois é assim que o Rei dos reis determina.

Os anjos nas suas mais variadas correntes celestiais entoaram hinos no reino da santidade para receberem Maria Galdino, a estrela mor da Varzinha, nesse dia tão doloroso.

As trombetas do reino dos céus abriram as portas à realização da solenidade maior para receber a rainha do trabalho, que durante a vida terrestre trabalhou com punhos de força para criar a família ao lado do esposo Vicente Benício, dedicando trabalho forte e companheiro, onde ouviu as últimas vozes da despedida no templo-chão e depois alçando voo para o vasto campo da eternidade, onde moram os justos ao lado do Rei de todos os reinos.

Harpas entoaram cânticos celestiais para receber Maria da Varzinha, logo recepcionada pela Mãe das mães, certamente colocando a coroa da vida eterna sob melodias do instrumental do mundo onde todos são iguais.

Aqui amigos, parentes e admiradores organizaram a grande despedida no último encontro de Maria com a terra.

Cerimônia simples, separada das pompas terrestres, Maria despediu-se na Igreja da Maria do Rosário e partiu para sempre.

Na véspera, noite penosa no verdadeiro templo da família Pires, zona rural de São João do Rio do Peixe-PB, o patriarca familiar Vicente Benício disse aos familiares com voz de pranto e amor eterno: “A última noite ela passa aqui na casa dela”.

E assim aconteceu. A rainha dormiu o sono da eternidade, despediu-se dos filhos, demais parentes e amigos, abençoou a todos, as vozes silenciaram, os sentimentos derramaram lágrimas, o último adeus, a dor sem fim, os prantos falaram, a casa velha gemeu, Vicente Benício rompeu o silêncio e a ave branca bateu asas para sempre, pousando no templo mais sagrado do universo.
Oh, que despedida mais triste!
Gemidos na terra fria
Os prantos rolaram as faces
O último adeus a Maria
Momento inesquecível
Onde não tem alegria.

Somente adeus. Olhares tristes. A dor no peito ardendo. Cadê mamãe? E a zelosa vovó? Vicente chora, filhos se abraçam e Maria voa. Sim, para sempre. O sol esquenta. O povo se despede. A separação criador e o desencanto. As lágrimas aumentam. Adeus Maria! Até um dia!

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