Campinense faz gol relâmpago no Fortaleza e está na final do Nordestão

3 mar 2013

Rubro-Negro vence com gol de pênalti marcado no primeiro minuto de jogo. Resultado classifica a Raposa por ter marcado gol fora de casa

O Campinense venceu por 1 a 0 o Fortaleza e está classificado de forma inédita para a final da Copa do Nordeste. O jogo deste domingo foi realizado no Estádio Amigão, em Campina Grande, e a vitória simples da Raposa foi suficiente para a classificação. Na primeira partida, o time paraibano tinha sido derrotado por 2 a 1 na Arena Castelão e na soma dos resultados prevaleceu o gol rubro-negro marcado fora de casa.

Foi um bom jogo, com chances dos dois lados, mas o Campinense jogou melhor. Além do gol, o Campinense ainda acertou duas bolas na trave e ainda perdeu um pênalti no segundo tempo. No geral, o Fortaleza até teve mais posse de bola, mas os ataques foram quase todos parados pela zaga do time da casa. E quando esta falhava, o ataque do time cearense encontrou um inspirado goleiro Pantera.

Gol relâmpago do Campinense

O jogo começou fervendo. E já com lance em favor da Raposa. Logo aos 30 segundos de jogo o clube paraibano avançou e o Fortaleza fez falta fora da área. O árbitro pernambucano Nielson Nogueira Dias, contudo, marcou pênalti. Zé Paulo foi para a cobrança, chutou bem e abriu o placar. Fez 1 a 0 bem no início do jogo. O placar colocava o Campinense na grande final do Nordestão.

A torcida do Campinense fez festa com o gol. Mas ainda faltava um jogo inteiro pela frente, e que reservava muitas emoções para as duas equipes. O Fortaleza tentava se reorganizar em campo, após o gol relâmpago, e o Campinense tentava jogar com inteligência para não recuar muito agora que estava em vantagem.

Nos dez minutos seguintes, o Fortaleza teve mais posse de bola. E chegou duas vezes com perigo. Primeiro com Assisinho, aos nove, que invadiu a área e chutou forte. Pantera fez bela defesa. Um minuto depois, Jackson Caucaia aproveitou confusão na área e chutou sozinho, quando o goleiro raposeiro já estava batido. Ele impressionantemente perdeu.

Aos 12 minutos, era o Campinense quem respondia. Bismarck fez boa jogada individual e cruzou para Panda cabecear para fora. O jogo era bom, bastante movimentado, com chances para os dois lados.

Jéfferson Maranhense, aos 18, acertou um belo chute. João Carlos pulou, se esticou todo, e defendeu. O Fortaleza por sua vez também ia atrás do gol. Teve uma série de jogadas ofensivas em seu favor, mas em todas a zaga raposeira cortava.

O jogo seguia movimentado. Com lances de muita velocidade para ambos os times. O Fortaleza insistia nas bolas levantadas na área, mas a zaga raposeira subia mais e afastava. Numa das poucas vezes que o ataque do Fortaleza levou a melhor diante da zaga adversária, Jaílson chutou errado e desperdiçou a oportunidade.

Aos 43 minutos, o Campinense voltou a atacar. E desta vez acertou a trave do Fortaleza. Zé Paulo chutou no canto esquerdo e a bola explodiu na trave de João Carlos.

Pênalti perdido, mas classificação confirmada

O segundo tempo começou no mesmo ritmo da etapa inicial. Com muita movimentação e chances de ambos os lados. E logo aos quatro minutos o Campinense chegou mais uma vez com muito perigo. Zé Paulo driblou, ajeitou a bola e chutou forte. A bola explodiu na trave. Dois minutos depois, com Dedé, o Campinense levou perigo mais uma vez à meta de João Carlos.

A Raposa era melhor no segundo tempo. Aos 12 minutos, Bismarck levantou na área. A zaga cortou, mas no rebote Jéfferson Maranhense chutou para a defesa de João Carlos. Três minutos depois, o lateral-direito João Paulo invadiu a área e foi derrubado. Mais um pênalti para o Rubro-Negro. Mas desta vez Jéfferson Maranhense perdeu. Chutou no canto esquerdo e João Carlos defendeu.

Desespero da torcida do Campinense, que lamentava o gol perdido. Mas a esta altura era o Fortaleza quem também estava desesperado. Ia para o ataque, avançava, mas encontrava uma zaga bem postada em campo e um goleiro Pantera inspirado.

Era tudo ou nada. O Fortaleza ia com todos os dez jogadores para a área do Campinense. Só o goleiro João Carlos ficava em sua meta. Tentava colocar pressão, mas a verdade é que os lances não tinham muita objetividade. E no fim do jogo quem quase ampliou foi o Campinense. Dedé chutou e a bola passou rente a trave.

No fim, prevaleceu o 1 a 0 que deu a vaga na final para o Campinense. Com o placar somado de 2 a 2 nas duas partidas, prevaleceu o gol fora marcado no primeiro jogo, em Fortaleza.

Do GLOBOESPORTE.COM
Campina Grande

Comentários