Novo ministro do Trabalho diz que tentará ‘pacificar’ o PDT

16 mar 2013

“Na briga todos perdem”

Secretário do PDT diz que na briga todos perdem e que quer ser exemplo. Saída de Brizola Neto é resultado de conflito interno envolvendo Lupi.

Objetivo: “pacificar o PDT”

O secretário-geral do PDT, Manoel Dias, anunciado nesta sexta-feira (15) como novo ministro do Trabalho, disse nesta noite que tentará “pacificar” seu partido. Dias tomará posse neste sábado (15) e substituirá Brizola Neto, que foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff em abril do ano passado para o lugar do presidente do PDT, Carlos Lupi, que pediu demissão em meio a denúncias de irregularidades.

Conflito interno no partido

A troca de Brizola Neto por Manoel Dias é resultado de um conflito interno do partido – integrantes da cúpula da legenda ligados a Lupi eram contrários à presença de Brizola Neto no comando da pasta.

Discurso pacificador

Em entrevista minutos após o anúncio de seu nome, no Palácio do Planalto, Manoel Dias fez um discurso pacificador quando questionado sobre os motivos que provocaram a saída de Brizola Neto, que ficou no cargo menos de um ano.

A hora do entendimento

“Eu acho que houve aí durante esse período alguns desentendimentos que eu tentarei buscar um entendimento no sentido de pacificar o partido no sentido de avançar o partido, porque na briga ninguém ganha, todos perdem”, afirmou.

Várias mudanças dos Ministros do PDT

Ao assumir a Presidência em janeiro de 2011, Dilma manteve Lupi no Trabalho, onde estava desde 2007, ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro de 2011, pediu exoneração alegando “perseguição política e pessoal da mídia”. Em abril de 2012, Brizola Neto assumiu o ministério, em substituição ao então secretário-executivo que estava no cargo interinamente, Paulo Roberto Pinto.

Fundador do PDT

O novo ministro disse não temer que ocorra com ele o mesmo que Brizola Neto: “Eu não sairei do governo de outra maneira a não ser pela vontade da presidenta”, afirmou. Dias, que foi um dos fundadores do PDT na década de 80, disse desejar que seu trabalho “sirva de exemplo”.

“Não posso fazer bobagem”

“Eu não tenho mais idade para fazer bobagem”, disse. “Eu quero fazer com que minha passagem pelo Ministério do Trabalho sirva de exemplo. O Brasil está precisando muito de exemplo, de zelo com a coisa pública”.

O partido vai se unir

Dias espera que sua ida para o ministério una mais o partido. “Eu torço que uma mais, até pela história. Sou uma pessoa já que tem 50 anos de militância política. Estou na política desde os 15 anos. Eu tenho no partido uma tarefa de carregar pedra”, declarou. O PDT foi o partido de Dilma até 2000, quando migrou para o PT.

Apoio ao governo

Durante conversa com a presidente nesta tarde, Dias disse não ter sido cobrada a unidade do partido em torno dos projetos do governo no Congresso Nacional. “Até porque é uma tarefa dos partidos que compõe a base aliada trabalhar nesse sentido”, declarou.

“Princípios inegociáveis”

O novo ministro ponderou que o partido tem “princípios inegociáveis”, mas que a participação no governo “implica o dever se sermos solidários, apoiar e colaborar com o governo”.

PDT apoia a presidente Dilma

Dias disse acreditar que sua indicação ao ministério poda contribuir para que o PDT apóie a presidente Dilma em uma eventual disputa pela reeleição em 2014. “Creio que sim na medida que[aumentará]  essa minha proximidade com os companheiros do partido de todo o Brasil. Vamos tentar construir”, afirmou.

Atendimento

A presidente Dilma Rousseff, segundo relatou Manoel Dias, pediu que a nova gestão do Ministério do Trabalho elabore um projeto de recuperação dos postos de atendimento à população.

Recuperar órgãos do Ministério

“A primeira canetada será, obedecendo à orientação da presidente, construir um projeto que vise a recuperação destes órgãos do ministério lá na ponta”, disse.

Órgãos de referência

Os postos de atendimento ao trabalhador, segundo o novo ministro, devem ser modernos, informatizados e confortáveis. Ele prometeu transformar estes locais em “órgãos de referência onde o trabalhador se sinta confortável, bem atendido e se emocione com isso”.

As dificuldades estão no interior

“Aqui [em Brasília] tem palácio, tem gabinete, mas no interior do país, nos municípios onde estão situados os escritórios, as agências do Ministério do Trabalho que são o local onde os trabalhadores vão buscar seus direitos, fazer suas carteiras de trabalho, enfim, tem que ser um órgão moderno, informatizado, confortável”, afirmou.

Do http://g1.globo.com

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