O infarto precoce do governo Gadelha

3 mar 2013

O INFARTO PRECOCE DO GOVERNO GADELHA.

Geraldo Bernardo

Há um limite pra tudo. O coração é órgão que sofre e goza emoções. Mas, na cidade de Sousa, estamos acompanhando a agonia de um vermelho coração que, precocemente agoniza, encontra-se “entubado” na UTI do desmantelo.

O excesso de gordura na folha de pagamento foi o primeiro sintoma detectado. Muito foi dito, nos palanques, que: “agora a prefeitura será dos pobres”, traduzindo: prometeram emprego para Deus e o mundo, mas, não disseram como acomodar tanta gente e respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Como arranjar dinheiro para pagar a tanta gente? Tirando gratificações, cortando ascensões profissionais e outros expedientes do mesmo quilate, daí começou a perder aquela “paixão” e o coração começou a enfraquecer. Pois, toda esta gordura foi entupindo ao andar “quase sadio” de vários órgãos “quase saneados” na gestão anterior: Educação, Cultura, assessorias etc.

Como promessa de conquista, o discurso era um só: “a saúde vai ser um colosso”; “Dr. Zé Célio será o milagreiro”. Eis que o desfibrilador não funcionou, faltou-lhe a energia necessária para dar o “choque de gestão” vital ao setor. Muita gente querendo operar o aparelho, sem a competência necessária e o médico, com assistentes demais e aparelho ruim, desistiu de aplicar as medidas salvacionistas, saiu da sala e deixou o paciente, atônito, agonizando a espera sabe-se lá de quem.

Barraqueiros, mototáxistas, agentes de trânsito e da saúde que ajudaram a massagear nas urnas a promessa de uma solução “com jeitinho sousense”, estão vendo decepcionados cair por terra seus encantos, pois, vêem agora que as promessas não passaram de um discurso vazio de quem não tem coração. Pura e simples demagogia, que tal fumaça e nicotina só agridem as artérias e diminuem o tempo de vida do paciente.

As vísceras expostas do DAESA contaminam as vias públicas. Se chuvas tivessem caído no solo árido de nossa cidade, estaríamos vendo a hemorragia fétida, cancerígena que é próprio daquele órgão já apodrecido há tanto tempo. Mesmo sem chuvas, a metástase alastra-se, esgotos que irrompem nas calçadas, desperdício constante e criminoso do precioso líquido e não há transfusão que resolva o problema com o modelo de gestão implantado no órgão. Duvidê-ó-dó!

Na administração, o sangue é a política. O ventrículo esquerdo, que lidera o debate em nome do governo no Legislativo é completamente alheio ao sistema, desconhece os procedimentos, não consegue bombear o sangue necessário, ainda nem ao menos descobriu se é venoso ou arterial. Complicado!

Quem sobressai neste “comboio de cordas” é o ventrículo direito, bombeando sangue venoso nas demais artérias, contaminado todo o sistema, enfraquecendo os pulmões. Mas, faz parte da dieta demagógica própria das “influências palacianas” de quem não tem mandato, mas, tem poder de parentesco que manda e desmanda, inverte as prioridades, corrompe o sistema.

É uma pena, tanta gordura foi queimada anteriormente e agora todos os excessos são cometidos. Atitudes próprias de quem têm hábitos obtusos e deles não abre mão, a oligarquia Gadelha cada vez mais enfraquece o poder de reabilitação de nosso município.

Fica mais evidente que as promessas de tanto amor na campanha, não passaram de cantadas baratas, mentirosas e arrogantes. Agora que acabou a paquera e a conquista se deu, percebe-se claramente que eram “apenas chaveco” de quem NÃO TEM CORAÇÃO.

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