O menino de Exu

13 mar 2013

Vivendo mais uma vez
Uma terrível seca no Sertão,
Vendo a terra ardendo em fogo
Como você viu, Gonzagão
E muito sensibilizado,
Por todo o Brasil cantou
O grande padecimento do homem
E dos os animais dessa região
Que nem água tem pra beber,
Meu coração, outra vez chorou.
E chorou dobrado: de saudade
De Gonzagão e dessa triste judiação.

É mesmo de cortar coração, seu Lua
Essa triste e lamentável situação
Que se repete aqui no Sertão,
O gado morto, nas estradas,
Nos caminhos e veredas
De todo o nosso sertão,
E isso acontece, seu Lua
Desde que você era menino,
Lá em Exu, na fazenda Araripe,
Interior de Pernambuco, e com oito anos
Nos bailes, já tocava.

É duro, Gonzagão, saber que a Asa Branca
De tanto sofrimento que viu, de novo cantou
Um canto tão triste que até Deus no céu chorou
E o pobre homem do sertão, ouvindo o canto
Sua sina maldita, em prantos,
Sentido, lamentou e também chorou.

Francisca Vânia Rocha Nóbrega

Comentários