Preso ao passado, Maranhão volta a debochar do PT

12 mar 2013

Todo “ex” vive do que foi. O ex-governador José Maranhão (PMDB), como bom tradicionalista que é, não foge à regra. Em entrevista, reeditou falas da época em que o PMDB governava a Paraíba e administrava cidades como Campina Grande ao falar da possibilidade do partido indicar o candidato a vice-governador em chapa encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores.

“O PT precisa crescer muito ainda para ter um candidato. Quem seria o candidato? É importante disputar, mas com um candidato que surja com força própria e não apenas com a legenda. A legenda do PT na Paraíba não é de muita força. Ganhou a prefeitura de João Pessoa, mas a Paraíba tem 223 municípios. É preciso considerar isso também, Esperamos que o PT seja nosso aliado, mas evidente que o PMDB não poderá abrir mão da cabeça de chapa.”

Não é novidade. Maranhão já havia diminuído do PT outras vezes. Quem não lembra da eleição de 2010, quando o então governador Maranhão admitiu que só aceitou o PT na chapa por imposição da Nacional?

O problema é que os tempos são outros. Quando disse o que disse, Maranhão não estava fora do poder e o PMDB conduzia a prefeitura de Campina Grande. Hoje, a história é diferente. O PMDB se resume a uma bancada de deputados que divergem até na indicação da liderança, a prefeitos que vivem na Granja Santana e a esperança na candidatura de outro “ex” que tem ações e CPIs pra superar antes de pedir o registro de candidato.

Já o PT administra a capital paraibana e vive sob o guarda chuva do governo federal. Claro que, no mérito, Maranhão não está de todo errado. O PT da Paraíba, se não construir um nome competitivo, corre o risco de servir como oferta ao PMDB para ajudar na aliança nacional em favor de Dilma.

Mas, estrategicamente, não é Maranhão que deve dizer isso. Ainda existem bons laranjas no mercado.

Luís Tôrres

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