Quando um não quer, dois não casam

5 abr 2013

Quando um não quer, dois não casam

Antes de qualquer coisa, justifico que não sou psicólogo, padre, pastor, juiz de paz ou sequer conselheiro amoroso.

Falar da vida a dois não é tarefa fácil. Também não deve ser difícil. O que seria então uma relação vivida a dois? Alguém se arrisca a dizer? Pode-se arriscar mencionar que seria uma forma de dividir as despesas do mês (porque nem sempre uma relação necessariamente precisa ser feita entre um homem e uma mulher em caráter de matrimônio). Eu poderia sugerir arriscadamente que viver a dois seria uma maneira estratégica de deixar a casa dos pais e poder ter vida própria, onde a teoria masculina seria de ter uma substituta para a mãe nos afazeres do lar, e a feminina seria o tão ansiado casamento com direito a vestido, buquê e todos os outros “trololós” necessários para uma melosa cerimônia matrimonial.

Convém lembrar que a mulher moderna poderia esquecer a falácia anterior e requerer a sua patente dentro da vida a dois como uma forma de achar um cara que banque seus gastos e esteja disposto a arcar com os limites e vencimentos do cartão de crédito todos os meses, ou então, como costumo brincar entre amigos: a última palavra lá em casa é a minha. Sim, senhora!, o que teoricamente coloca a mulher no patamar de “mandar” no relacionamento.

Ainda há quem acredite que a vida a dois é algo acima da terra e do mar, e que não devemos nos questionar ou ficar fazendo perguntas já sabendo que não obteremos a resposta.

Pois bem, eu na minha pequena sabedoria ou ignorância, na minha soberba inocência ou no meu intrigante pudor poderia sugerir, adaptar, cauterizar, categorizar que a vida a dois (e agora eu falo no quesito romântico da causa), nada mais é do que dois corações que antes batiam separados e um cérebro que dantes funcionava sozinho, passam a ter a mesma ligação torácica e “cabeçal.”

Resumindo: vivam mais, perguntem menos.

Alisson Oliveira
ahalisson@gmail.com

Comentários