Ser Mulher

8 mar 2013

SER MULHER

Marinalva Freire da Silva
APEESP/SP. UBE/PB. AFLAP. IPGH

Ser mulher ou ser homem, não faz diferença desde que cada pessoa assuma o seu verdadeiro papel, qual seja, trabalhar pelo engrandecimento do ser humano, por um mundo melhor.

Ser Mulher não é fácil no mundo capitalista em que vivemos. A Mulher deve lutar com toda garra feminina para conquistar seu espaço, mas ser vigilante para não perder sua identidade nem se envergonhar de Ser.

Lamentavelmente, alguns homens e algumas mulheres em troca de posições sociais, de melhores salários, perdem sua dignidade, deixam-se negociar como se fossem mercadorias expostas à venda ou à troca, objetos de manipulação, o que se constitui numa degenerescência. Poucas pessoas sentem o sabor de uma vitória após uma árdua luta honesta. E os que assim procedem, recebem por vezes censuras.

Para que o mundo seja melhor, faz-se mister que a Mulher deixe de ser objeto de cama e mesa, ou mercadoria “apropriada “para propagandas. Sabemos que, na atual sociedade de consumo, o ser humano “vale quanto pesa”, quanto tem para dar em troca,

É preciso que haja uma tomada de consciência de nossa parte. Devemos estender as mãos para uma luta coesa em prol da preservação da moral, e dos bons costumes, tendo por arma o nosso exemplo, a nossa retidão de caráter. E isto nos ensinava a imortal Educadora Daura Santiago Rangel, um exemplo a ser seguido.

Não permitamos a capitalização do amor, senão as pessoas passarão a ser tratadas como descartáveis, o que é muito deprimente.

No início da história da Criação, surgiu a mulher Eva; em seguida, a Mulher Maria, ou seja, a imperfeição versus a perfeição imperfeição humana. Se a imperfeição humana não nos permite sermos Maria, nem por isto temos o direito apenas de ser mulher Eva. Sejamos, pois, um pouco de cada uma e equilibremos o mundo. É bom dizer que o equilíbrio da Humanidade está em nossas mãos, mulheres de Deus. Façamos algo com perseverança, abnegação, coragem a fim de encorajarmos os homens a fazerem o mesmo ou pelo menos maneirarem um pouco a violência, a ambição, a decrepitude, pois só assim teremos uma juventude mais alegre, longe das drogas que é a destruição do mundo.

Para tanto, não deixemos que os encargos fora do lar preencham todo o nosso tempo a ponto de não termos mais tempo para o diálogo com os filhos, principalmente, que necessitam muito dos pais para equilíbrio na sua formação com vistas a serem futuros cidadãos úteis à família e à sociedade. A mulher é afeita ao diálogo; conservemos isto.

Não admitamos que o prazer, o status, o dinheiro nos cegue e nos impossibilite de olharmos as outras mulheres, as que sofrem por causa das injustiças sociais, fome, guerra, falta de escola para os filhos, entre outras coisas.

Pensemos nas mães dos países africanos,da Síria, da Bósnia, do Iraque, enfim, dos países que estão em constantes guerras pela ambição dos poderosos, bem como dos países vítimas dos terremotos, maremotos entre outras catástrofes provocadas tanto pela natureza como pelo homem,a exemplo, do sinistro que vitimou os habitantes de Santa Maria no Rio Grande do Sul.Nos nos esqueçamos das mães anciãs, abandonadas ao relento,à fome, ao frio; das mulheres vítimas da monstruosidade dos homens a que as transformam em seus objetos e, quando estas não mas suportam os sofrimentos e tentam libertar-se, são assassinadas cruelmente á luz do dia.

Gostaria de dizer aos monstros que, covardemente, praticaram barbárie contra suas mulheres ou ex-mulheres, que vocês ocultam-se da justiça dos homens porque não são corajosos para enfrentarem seus atos insanos, mas jamais se livrarão da justiça divina. E o remorso os acompanhará até a derrocada de sua inútil existência na Terra.Pobres homens!

Que dizer das mães cujos filhos são alcoolistas, dependentes químicos, delinqüentes?.. Quanta angústia domina seus pobres corações!…

Realmente, o nosso papel na sociedade é muito amplo. Mas não desanimemos. Façamos da cada dia o nosso dia, e vamos à luta por uma Paraíba melhor, um Brasil melhor, e por que não dizer um mundo melhor… Tudo depende de nós. Se cada pessoa faz a sua parte, os problemas dos excluídos são dirimidos.

Ser Mulher, por conseguinte, significa saber lutar com dignidade. Mulheres como Marina Freire da Silva (minha querida mãe), Daura Santiago Rangel, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Nanhã Ribeiro Coutinho, Cleide Veronesi, Elza Jacob Brettas, Vênere Tróccolli, Glauce Burity, Amélia Theorga Ayres e Fátima Bezerra Cavalcanti, sem desmerecer tantas outras, são mulheres que já se imortalizaram pelos feitos em prol da humanidade, principalmente dos excluídos. A elas, rendo minha singela homenagem pelo dia Internacional da Mulher neste ano de 2013.

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