UM VELHO E VALENTE GUERREIRO

6 jun 2017

junior almeida
Por Junior Almeida

Quem olha o pacato cidadão dessa foto, talvez não imagine o tamanho de sua valentia quando mais jovem. Considerado por Sinhô Pereira, como o policial volante mais valente que já combateu, o capitão José Caetano era “um bravo. Intrépido e leal no mais duro da refrega”, segundo as palavras do comandante de Lampião.

Zé Caetano depois de aposentado passou seus últimos dias de vida numa pequena cidade do interior do Nordeste, e talvez as pessoas de onde ele morou nem imaginam de quantas batalhas importantes da história do cangaço ele participou.

Por exemplo, o volante participou do fogo na Fazenda Carnaúba em 1921, que resultou na morte do cangaceiro Luiz Macário, lugar tenente de Sinhô Pereira.

Vão lá no Bom Nome e digam ao Zé Caetano que se ele quiser brigar, que venha aqui ou marque qualquer lugar para a luta, pois nós estamos com muita vontade de brigar. Deem o recado na presença de muita gente, pois se disserem a ele, sozinho, ele não vem. Dizia o desaforado recado do chefe de bando ao oficial.

Dos vários combates de Zé Caetano com cangaceiros, teve um de grande importância para história do cangaço, ocorrido em 1925 na localidade Baixa do Tenório, próximo a Flores, Pernambuco, que podemos destacar, pois resultou na morte de Livino, irmão de Lampião. Nesse fogo também um espinho de quipá estourou com um tiro e minou o olho direito de Virgulino, que já era doente.

O que ficou marcado nesse combate, para os que receberam o reforço de Zé Caetano e seus homens, foi a maneira com que a volante chegou ao campo de batalha, onde um dos comandantes gritou:

Paraibanos! Se não morreram até agora, não mais morrerão!

Esses dois casos, envolvendo Sinhô Pereira e também Lampião, dão uma noção da importância do capitão Zé Caetano na história do cangaço.

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Fazenda Carnaúba

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