Vinte e Treze…

21 mar 2013

Juntando trapos, resgatando e eliminando alguns planos, renovando energias, reforçando utopias… eis que chegamos a Vinte e Treze.

Como a civilização (?) ocidental convencionou a virada de ano do calendário gregoriano como um rito de passagem, eis que todos e todas, em maior ou menor grau, acabam por clarificar suas reflexões, suas visões de mundo e, claro, fazer a clássica revisada no ano que se passou. Nada contra, fiz isso cá com minhas pulgas e por simples razão não irei postar: é um clichê insuportável.

A despeito do intento de tratar dos diversos aspectos da vida a inspiração do post se deu a dois fatos clássicos vistos em seguida em um noticiário.

Final de 2012: semiárido padecendo com a seca;

Início de 2013: região serrana do Rio de Janeiro padecendo com as chuvas.

Vinte e Treze começou mais velho que a serra do Horebe. Me faz questionar o tal rito de passagem ocidental, ou pelo menos sua eficácia.

Novamente lamentos… Novamente espetáculos para a mídia, empresários, políticos e o diabo a sete. Novamente pessoas mortas, ossadas de bicho em pé de estrada, latas d’água na cabeça. Até quando?

Talvez quando nossas utopias tornarem-se realidade palpável. Que continuemos a sonhar, a lutar… que venha agora, mais tarde, amanhã, ano que vem, cem, duzentos anos… solidificada na derrocada final do preconceito e da opressão conceituada em instituições e mentes.

Que as pauladas, cacetadas, porretes, torturas que sofremos em todas as dimensões tragam um significado. Aquele significado das palavras do apocalíptico Gilberto Álvares:
“(…) Pois até a dor
Bem pode ser a negação do fim, enquanto restar o sonho
O sonho…”

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