“Vivendo de mentiras”

1 abr 2013

“VIVENDO DE MENTIRAS”

CLEMILDO BRUNET*

Desde os tempos remotos que a raça humana tem por costume viver de mentiras. A criança desde cedo cria dentro de si um mundo imaginário de fantasia. A menina se apega ao brinquedo que mais lhe agrada e brinca de casinha, boneca etc. O menino por sua vez brinca com carro de mão, arma de brinquedo etc.

Tudo ilusão, pois logo com o passar do tempo, ao chegar à fase adulta esses elementos são substituídos. Viver de mentiras – é viver da aparência, muita gente age assim, querendo passar uma imagem que não tem. Por esta razão há no mundo hoje centenas e centenas de pessoas frustradas. Isso se chama lei da compensação pelo que fizeram na vida: Viveram de mentiras!

Viver de mentirinhas – é o que a criança aprende de muitos pais que lhe dão instruções incorretas de como manter sua integridade moral diante de fatos onde a verdade deveria prevalecer. Viver de Mentirinhas – é contar para o filho estórias apavorantes que amedrontam a criança, quando esta não obedece aos pais. Viver de mentirinhas – é começar dar ao filho tudo que ele quer ou levá-lo a um padrão de vida elevado que não condiz com as condições financeiras da família. Viver de mentirinhas – é ficarmos condicionados a assistir programas de televisão que em nada edificam ou que nos ensinem para o bem, fazendo com que muitos sejam iludidos, virando tragédia, quando a vida imita a arte.

Viver de Mentiras – é brincadeira de mau gosto, desejar mal a alguém, colocar apelidos nos outros, maltratarem os idosos, falar mal das pessoas, contar piadas picantes, ter inveja do próximo. Afinal, somos todos iguais e não somos melhor que ninguém. Mesmo depois de adultos ainda estamos infectados por esse mal. Fazemos tanto em estado consciente como inconsciente; Machado de Assis retrata uma verdade: “Mentimos o tempo todo, até sem perceber”.

A influência da mentira na vida das pessoas é tão grande, que, como se não bastasse, os homens puseram no nosso calendário – o dia da mentira. Partiu de uma (mentira) brincadeira registrada na França. Teve início no Século XVI quando o ano novo era festejado em 25 de março marcando o começo da primavera. Os festejos duravam uma semana e terminavam em 1° de abril. O Rei Carlos IX de França em 1564, depois do calendário Gregoriano, determinou que o ano novo fosse comemorado em 1° de janeiro. Houve resistência dos franceses em aceitar esta data e ficaram com o calendário antigo comemorando o começo do ano em 1° de abril. Eles foram escarnecidos pelos que lhes enviavam presentes estranhos, convidando-os para festas inexistentes. Essas brincadeiras receberam o nome de “Plaisanteries”. Na França e Itália esse dia é conhecido de peixe de abril e em países da língua inglesa, o dia da mentira é chamado dia dos tolos.

EXISTE UM ESFORÇO INTELECTUAL EM RELAÇÃO À MENTIRA

Uma pesquisa realizada em 2000, na Universidade da Pensilvânia – Estados Unidos, concluiu que certas regiões do cérebro mostram maior atividade diante da mentira. Quando os que participavam da pesquisa não diziam a verdade, a área ligada à atenção e a concentração era mais estimulada. Conclusão: O default do cérebro é a sinceridade. Mentir requer esforço extra de organização.

A largada da mentira teve seu começo no Jardim do Éden e se deu em uma conversa entre a serpente e a mulher. Deus havia dito aos nossos primeiros pais que todas as ervas que dão semente e toda árvore que há fruto foram-lhes dados para mantimento. Eles tinham tudo de graça para se manter e estarem bem alimentados. “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” Gn.1:31. A serpente chega para a mulher com uma pergunta insinuando uma mentira: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim”? Gn.3:1b. A mulher respondeu que podia comer de toda árvore que há; e revelou que Deus apenas proibiu comer do fruto da árvore que está no meio do jardim; só que o Senhor lhes havia feito uma advertência: Se comesse morreriam! Nesse momento a serpente solta a mentira: “É certo que não morrereis”. Gn.3:4.

Apocalipse último livro da Bíblia diz que o dragão, a antiga serpente é o diabo. Apocalipse 20:2.

Jesus disse que “o diabo é homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade, quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”. Jo. 8:44.

O salmista exclamou: “Eu disse na minha perturbação: Todo homem é mentiroso” Sl. 116:11.

A bíblia classifica os mentirosos chamando-os de ímpios: “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras”. Sl.58:3.

A bíblia diz que os homens se perverteram tanto que mesmo tendo conhecimento de Deus, não o conheceram como Deus. “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível… Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém” Rm. 1: 22,23,25.

O escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) disse certa vez: “O objetivo do mentiroso é simplesmente encantar, deliciar, dar prazer. Ele é a própria base da sociedade civilizada”.

A mentira ou mentirinhas espalhadas pelo mundo têm trazido o caos à humanidade. Lembre-se que a desobediência a Deus teve seu ponto de partida na mentira de satanás: “È certo que não morrereis”.

E por causa da mentira do diabo, a sentença divina passou a todos os homens: “E o pó volte á terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” Ec. 12: 7.

VIVA 1º DE ABRIL E MORRA À MENTIRA!

Pombal, 01 de abril de 2013 – O Ano da Esoerança.
*Radialista, Blogueiro, Colunista
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