Zumbis, feras, lobisomens, monstros…

18 mar 2013

ZUMBIS, FERAS, LOBISOMES, MONSTROS…

Esta semana, ao entrar no meu facebook, logo pela manhã, deparo-me com uma postagem no mínimo horrível, repugnante. Chocante mesmo: três ou quatro homens, se é que podemos chamá-los assim, estão em uma foto tirada bem de perto, com um gato crucificado em suas mãos. Foi a imagem primeira que meu cérebro registrou, haja vista que o animal estava esticado pelas quatro patas, em carne viva, nas mãos dos “homens”, uma vez que estes tinham-lhe arrancado toda a pele, juntamente com o rabo, ficando presa no final de cada pata. Uma imagem digna de filme de terror, onde predomina o universo dos zumbis, das feras, dos lobisomens, dos monstros.

Fiquei abalada. Muito. Não consigo compreender uma atitude assim. Parece-me algo tão distante do humano, da afirmativa de que o homem é semelhança de Deus. Diante do quadro não pude calar. Uma agitada indignação me movia contra aquele ato insano. Assim, fui repassando a imagem para todos os conhecidos, na tentativa de conquistar mais indignados, pedindo punição para os feitores daquela ação desumana, brutal, horrenda mesmo. Eu tinha que exercer o meu papel de cidadã. Tinha que me mobilizar contra essa prática. Não podia ficar de braços cruzados, lamentando apenas.

À medida que ia pedindo ajuda à Polícia Federal para encontrar os criminosos, pedia também providências aos órgãos protetores dos animais, porque a expressão de dor daquele gato não me saía da cabeça. Nunca mais saíra. Uma dor silenciosa… Tão digna, diante de seus agressores… uma expressão no olhar que parecia perguntar quem era o animal ali. Imaginar, diante disso, que o homem foi criado imagem e semelhança com Cristo. Onde está a semelhança? Onde o homem a esqueceu? Por que a esqueceu?

Meu dia ficou nublado… cinzento… triste. Senti vergonha da humanidade. Volta e meia retornava ao computador. Queria fazer mais. Não estava satisfeita, era muito pouco o que fizera. Desejava que minha indignação contagiasse muitos outros internaltas, e que houvesse um repúdio coletivo nas redes sociais contra esse ato monstruoso.

Em uma dessas retomadas ao facebook, ainda pela manhã, vi que o internalta Archidy postou algo muito interessante em resposta a esse fato abominável, que dizia Assim: “Direitos humanos têm quem direito anda.” Ao que eu respondi concordando integralmente, ressaltando que ao agir dessa forma, perde-se todos os direitos, uma vez que não se é mais humano,e sim um monstro.

Lendo o meu comentário a respeito de sua postagem, Archidy escreveu um novo comentário para mim, que dizia assim: “Não se engane, minha cara, há neste mundo muitos zumbis, lobisomens, feras e monstros fantasiados de homem.”

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